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María Corina Machado diz ter dado medalha do Nobel da Paz de presente para Trump

Líder da oposição da Venezuela se encontrou com presidente dos EUA nesta quinta-feira

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 19h19 • Atualizado em 15 jan 2026, 23h08
  • María Corina Machado, líder da oposição da Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, disse nesta quinta-feira, 15, ter entregue a medalha da honraria de presente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro na Casa Branca.

    Perguntada por repórteres se Trump aceitou o presente, María Corina ficou em silêncio e preferiu não responder.

    + Após ser escanteada, María Corina Machado chega à Casa Branca para reunião com Trump

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    Em entrevista à Fox News no início do mês, a opositora já havia levantado a possibilidade de “transferir” o prêmio a Trump como um gestão de “gratidão” pela captura de Nicolás Maduro. O Instituto Nobel, responsável pela premiação, afirmou que, “uma vez que um Prêmio Nobel é anunciado, ele não pode ser revogado, compartilhado ou transferido a outros. A decisão é final e vale para sempre”.

    Por questão de princípios, o Comitê Norueguês do Nobel não comenta sobre o que os laureados possam dizer ou fazer após receber o prêmio, restringindo-se a avaliar a atuação dos candidatos até o momento em que é decidido o nome do vencedor”, acrescentou a entidade.

    Encontro na Casa Branca

    A reunião ocorre após Trump recusar-se a apoiar a oposição venezuelana para assumir o assento vacado por Maduro. Embora ela tenha elogiado a ação militar dos Estados Unidos em inúmeras ocasiões, e agradecido ao próprio mandatário americano por deixar “a liberdade próxima” na Venezuela, defendeu que Edmundo González Urrutia, que segundo levantamentos independentes venceu as eleições que o chavismo fraudou em 2024, se torne presidente “imediatamente”.

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    María Corina, que foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz 2025 por sua luta pela democracia, lidera a oposição da Venezuela desde 2023, quando venceu as primárias para disputar o pleito de julho do ano seguinte contra Maduro. Sua candidatura, porém, foi barrada por uma manobra do regime, e ela endossou o desconhecido diplomata Edmundo González Urrutia para representar a ala oposicionista. Apesar de acusações de fraude e evidências contrárias, Maduro declarou-se reeleito e, em janeiro do ano passado, tomou posse para um novo mandato de seis anos.

    Desde então, ela passou a viver escondida na Venezuela e, devido à perseguição, González fugiu para o exílio em Madri. Machado decidiu deixar o país em novembro para comparecer à cerimônia de entrega do Nobel em Oslo, e desde então não voltou.

    Apesar dos resultados eleitorais apontarem vitória de González e de ele ter sido reconhecido presidente eleito da Venezuela pelos Estados Unidos, União Europeia e diversos países na América Latina, Trump não defendeu que ele (ou sua mentora política) assumissem o governo após a deposição de Maduro. O presidente americano afirmou que María Corina “é uma mulher simpática”, mas disse que ela não tem apoio suficiente para liderar uma transição. Em vez disso, sugeriu que os Estados Unidos “vão governar” a Venezuela por tempo indeterminado, sem dar detalhes sobre o como ou até quando, até que seja possível realizar uma transição “justa e sensata”.

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    Também afirmou que a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina da Venezuela, concordou em “fazer o que for necessário” para atingir os interesses americanos. Embora tenha feito acordos para vender o petróleo venezuelano sancionado aos Estados Unidos, ela continua fazendo um discurso duro em casa e acenando ao chavismo ao denunciar a operação em Caracas como uma “agressão à soberania” e demandar a libertação de Maduro. Rodríguez e Trump conversaram por telefone na quarta-feira 14.

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