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Lula e Biden ensaiam discurso unificado pró-sindicatos

Sintonia vai ao encontro das agendas de ambos os governos: Lula, por sua origem sindicalista e líder do PT, e Biden, no meio de uma greve de montadoras

Por Mario Vitor Rodrigues, de Nova York
20 set 2023, 15h13 • Atualizado em 20 set 2023, 20h36
  • Em explícita demonstração de harmonia entre os dois líderes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu homólogo americano, Joe Biden, ocuparam mais de dez minutos diante da imprensa — momento que normalmente leva não mais que alguns instantes — tomados por mesuras e um discurso unificado sobre a importância dos sindicatos de trabalhadores, contra a precarização do trabalho, sobre a importância de uma classe média forte e de que os mais ricos paguem impostos adequados.

    A fala, que teve momentos de risos de ambos os presidentes, com direito a discretas palmas de Biden quando Lula argumentou que todos ganhariam em um mundo com menos pobreza, vai ao encontro de ambas as agendas dos governos brasileiro e americano: Lula, por sua origem de sindicalista e líder do Partido dos Trabalhadores; Biden, que se vê em meio a uma greve das maiores montadoras de carros dos Estados Unidos.

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    Após a reunião, ambos se preparam para anunciar a Parceria pelos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras, que, segundo o Planalto, pretende promover o “trabalho digno” em colaboração com os Estados Unidos.

    Em colaboração com parceiros sindicais do Brasil e dos Estados Unidos e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ambos os governos devem tratar conjuntamente de temas como precarização do trabalho, representação sindical e aplicativos. Outros países e parceiros globais devem se envolver na iniciativa.

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    As atividades conjuntas, segundo o Planalto, têm como objetivo ampliar o conhecimento do público sobre os direitos trabalhistas e capacitá-lo para defendê-los, garantir que a transição à chamada economia verde – ou de carbono zero – proporcione oportunidades de bons empregos, aumentar a importância dos trabalhadores em instituições multilaterais como o G20 e as COPs, criar leis para proteger os direitos trabalhistas nas plataformas digitais e, por fim, envolver parceiros do setor privado para criar empregos nas principais cadeias de produção.

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    Um relatório recente do Tesouro americano sobre sindicatos nos Estados Unidos, o primeiro sobre esse tema, revelou que essas organizações têm um efeito positivo sobre a renda dos trabalhadores, entre outras descobertas.

    Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, participou do encontro bilateral, bem como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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