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Líderes árabes se reúnem para montar contraproposta aos planos de Trump para Gaza

Plano apresentado pelo Egito exclui a expulsão dos palestinos e o controle do Hamas sobre a região

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2025, 14h51 •
  • Em meio à incerteza sobre a continuidade do cessar-fogo entre Israel e Hamas, líderes árabes se reuniram no Cairo nesta terça-feira, 4, para discutir uma solução alternativa para Gaza, em resposta à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de expulsar a população palestina e transformar o território no que ele chamou de uma “Riviera”. Embora as negociações de paz estejam estagnadas, a cúpula tem como objetivo buscar um caminho mais sustentável para o futuro dos palestinos.

    O encontro, promovido pelo presidente egípcio, Abdel-Fattah el-Sissi, contou com representantes de países como Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, além do secretário-geral da ONU, António Guterres. O plano proposto pelo Egito, com custo estimado em US$ 53 bilhões, visa reconstruir Gaza até 2030, excluindo a remoção dos palestinos e priorizando uma reconstrução inclusiva e uma paz duradoura.

    O plano inicial propõe a criação de um governo interino composto por um comitê técnico e independente, sem vínculos com facções palestinas. Este comitê, sob a supervisão da Autoridade Palestina, administraria Gaza por um período inicial de seis meses, com apoio de países árabes como Egito e Jordânia, que se comprometeriam a treinar forças de segurança locais.

    A proposta também inclui a remoção de milhões de toneladas de escombros, a construção de unidades habitacionais temporárias para abrigar cerca de 1,5 milhão de palestinos deslocados e a criação de zonas industriais e agrícolas, com ênfase em sustentabilidade e energia renovável.

    O plano exigiria que o Hamas libertasse metade dos reféns israelenses restantes, a principal moeda de troca do grupo militante, em troca de uma extensão do cessar-fogo e a promessa de negociar uma trégua duradoura. No entanto, Israel não mencionou a libertação de mais prisioneiros palestinos, um componente-chave da primeira fase do acordo.

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    O sucesso da proposta depende de questões políticas complexas, como a restauração da governança palestina e a eliminação das facções armadas. Israel descartou qualquer papel para a Autoridade Palestina em Gaza e, junto com os Estados Unidos, exigiu o desarmamento do Hamas.

    A cúpula ocorre em um momento delicado, com o cessar-fogo de seis semanas entre Israel e Hamas já expirado. As negociações entre as partes estão estagnadas, e a possibilidade de uma nova escalada de violência é iminente. A suspensão da ajuda humanitária por Israel, em resposta à falta de progresso nas negociações, gerou críticas de países árabes, que acusam Israel de usar a fome como arma.

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