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Jovem morre atropelado em protesto contra alistamento de judeus ultraortodoxos em Israel

Incidente ocorre enquanto grupo religioso contesta recrutamento militar, que começaram a ser convocados no ano passado

Por Flávio Monteiro 7 jan 2026, 12h06 •
  • Um jovem de 18 anos morreu após ser atropelado por um ônibus durante uma manifestação de judeus ultraortodoxos contra o recrutamento militar em Israel. O incidente ocorreu em Jerusalém nesta terça-feira, 6, em meio ao aumento das tensões no país, onde as forças armadas enfrentam resistência em sua tentativa de solucionar a escassez de soldados. 

    De acordo com o serviço de emergência Magem David Adom, a vítima ficou presa embaixo do ônibus e foi declarada morta ainda no local. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que um veículo avança sobre a multidão que participava do protesto.

    O caso é investigado pela polícia israelense, que já tem o motorista sob custódia. Em interrogatório, ele afirmou ter sido agredido por participantes do ato momentos antes da morte do jovem. Segundo as autoridades, o protesto se tornou violento após “um pequeno grupo de manifestantes começar a perturbar violentamente a ordem pública”.

    Um comunicado divulgado pela polícia informou que os envolvidos estavam “bloqueando vias de trânsito, danificando ônibus, incendiando lixeiras, atirando objetos e ovos contra policiais e agentes da Guarda de Fronteira, gritando insultos e agredindo jornalistas que trabalhavam no local”, e teriam bloqueado a passagem do ônibus envolvido no acidente.

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    + Ultraortodoxos israelenses em fúria por decisão que força serviço militar

    Tensões

    A tragédia em Jerusalém acontece em meio à reação de judeus ultraortodoxos contra a pressão para prestarem serviço militar. De acordo com uma norma estabelecida em 1948, época da fundação de Israel, os homens que se dedicam a estudar os textos judaicos em tempo integral estão isentos de participar do alistamento.

    Embora tenha sido considerada ilegal pelo Supremo Tribunal de Justiça de Israel há 20 anos, a determinação se manteve ativa até o ano passado, quando a corte determinou novamente a convocação dos ultraortodoxos para o serviço militar. A medida se fez necessária devido à tensão regional — para além da guerra em Gaza, em cessar-fogo, Israel mantém ataques contra o Líbano. Com isso, é necessária uma grande quantidade de recrutas e reservistas.

    O cenário deixou o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em maus lençóis, uma vez que o premiê conta com o apoio político dos partidos ultraortodoxos para continuar no poder. Em novembro, o partido Judaísmo Unido da Torá abandonou a coalizão governista, e ministros de outra sigla ortodoxa de relevância, o Shas, renunciaram ao gabinete após a apresentação de um projeto de lei sobre o alistamento na comissão de relações exteriores e defesa do Knesset.

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