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Japoneses vão às urnas com premiê apoiada por Trump em busca da maioria no parlamento

Presidente dos EUA deu endosso 'total e irrestrito' a Sanae Takaichi, que convocou pleito antecipado na esperança de ampliar bancada para aprovar políticas

Por Flávio Monteiro
6 fev 2026, 10h18 • Atualizado em 6 fev 2026, 10h49
  • Às vésperas das eleições legislativas no Japão, a primeira-ministra, Sanae Takaichi, consolidou seu papel de liderança com o apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em postagem na sua rede, a Truth Social, na quinta-feira 5, o americano definiu a mulher que se convencionou chamar de “Dama de Ferro japonesa” como uma líder “forte, poderosa e sábia”, e anunciou seu apoio “total e irrestrito” à sua coalizão — além de sinalizar um encontro no próximo mês.

    “Takaichi merece reconhecimento pelo trabalho que vem realizando junto de sua coalizão e, portanto, como presidente dos Estados Unidos da América, é uma honra dar meu apoio total e irrestrito a ela e ao que sua respeitada coalizão representa. ELA NÃO DECEPCIONARÁ O POVO JAPONÊS”, disse o republicano, ao anunciar que receberá a líder no dia 19 de março, na Casa Branca.

    De acordo com a agência de notícias Reuters, o governo japonês se recusou a comentar o apoio de Trump, embora tenha confirmado o convite para uma reunião em Washington. Primeira mulher na liderança do Japão, Takaichi é uma política conservadora cujo governo se alinha aos interesses dos Estados Unidos. Desde que assumiu o cargo, ela prometeu bilhões de dólares em investimentos após uma reunião com o republicano, consolidando a relação entre os países.

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    Para além disso, ela tem angariado apoio relevante junto ao eleitorado. Pesquisas de opinião indicam que sua coalizão governista, formada pelo Partido Liberal Democrático (PLD) e o aliado Partido da Inovação (Ishin), deve sair vitoriosa das urnas no próximo domingo, 8. Takaichi antecipava isso: ela convocou eleições antes do tempo, prerrogativa dos premiês, na esperança de aumentar sua bancada no parlamento para aplicar seu plano de governo com menos resistência.

    “Trump celebrará a eleição de uma líder conservadora com um mandato forte”, disse o professor da Universidade Temple, Jeff Kingston, à agência de notícias AFP. “Ele gosta de vencedores”, resumiu.

    Aos 64 anos, Takaichi é declarada admiradora da falecida premiê britânica Margaret Thatcher, a Dama de Ferro. Ela chegou ao poder no ano passado, em um cenário de instabilidade marcado pela passagem de cinco primeiros-ministros pelo cargo nos últimos cinco anos. Apesar de suas visões conservadoras, ela se tornou muito popular entre os jovens, com uma retórica atrativa e postura anti-imigração.

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    “Sua linguagem é fácil de entender”, explica Mikitaka Masuyama, do Instituto Nacional de Estudos Políticos. Ele aponta que essa é uma diferença marcante na comparação com seu antecessor, Shigeru Ishiba, que “refletia muito, mas falava como um acadêmico”.

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    Tensão regional

    As eleições deste domingo ocorrem em meio a uma crescente tensão diplomática envolvendo a China e Taiwan. Considerada por Pequim como parte de seu território, a pequena nação insular sempre foi um tema sensível na política externa chinesa, e comentários de Takaichi provocaram revolta em seus vizinhos continentais.

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    Semanas após assumir como primeira-ministra, a conservadora indicou que Tóquio poderia intervir militarmente caso Pequim tentasse tomar Taiwan à força. Como resposta, a China passou a organizar exercícios militares conjuntos com a Rússia em torno do arquipélago japonês e recomendou aos seus cidadãos que não viajassem para o país.

    Na visão de Yee Kuang Heng, da Universidade de Tóquio, uma vitória esmagadora de Takaichi poderia fazer com que as tensões se amenizassem. De acordo com Heng, tal cenário permitiria que a China confirmasse a ‘força’ da premiê, entendendo que ela possui ‘mais resiliência’ que o previsto e ‘terá que ser levada em consideração’.

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