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Japão e EUA criticam ações militares da China no leste asiático: ‘Prejudicam paz regional’

Secretários da Defesa de ambos os países conversaram por telefone sobre o tema, prometendo cooperar para melhorar capacidades de dissuasão

Por Flávio Monteiro 12 dez 2025, 11h01 •
  • O ministro da Defesa do Japão, Koizumi Shinjiro, falou por telefone com seu homólogo nos Estados Unidos, Pete Hegseth, a respeito das ações militares da China no Leste Asiático, definidas como “prejudiciais à paz regional”. A conversa aconteceu nesta sexta-feira, 12, uma semana após aeronaves chinesas travarem seus radares em aviões nipônicos nas proximidades de Taiwan. O episódio agravou ainda mais a crescente tensão entre Tóquio e Pequim.

    “Expliquei as circunstâncias e nossa resposta ao incidente”, declarou Koizumi em uma publicação na rede social X. Segundo ele, a China “está divulgando informações completamente contrárias aos fatos”, e há “sérias preocupações de que as ações chinesas não sejam propícias à paz regional”. O ministro também fez questão de frisar que a “Aliança Japão-EUA é a pedra angular da política externa e de segurança japonesa”.

    Um comunicado emitido pelo Ministério da Defesa japonês após a conversa declarou que Koizumi e Hegseth “trocaram opiniões francas sobre o cenário de segurança cada vez mais grave na região do Indo-Pacífico, incluindo o incidente do radar”. Tanto Estados Unidos quanto Japão compartilham sérias preocupações com as ações chinesas e concordaram em trabalhar para melhorar as capacidades de dissuasão e resposta da aliança Washington-Tóquio.

    As informações foram confirmadas pelo escritório de Hegseth, que disse que ambos discutiram “as atividades militares da China” e questões referentes à estrutura de segurança do Japão, incluindo esforços para aumentar os gastos e fortalecer suas capacidades. Além disso, preparativos estão sendo feitos para que o alto funcionário nipônico viaje aos Estados Unidos para conversas presenciais.

    Koizumi declarou que o Japão pretende seguir realizando patrulhas ao redor do país, respondendo com calma a qualquer tipo de evento. Em fala posterior a repórteres, o ministro disse que Tóquio seguirá pressionando a China para evitar um novo episódio, e que seu país pretende informar a comunidade internacional de sua posição e opiniões de maneira apropriada.

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    O incidente envolvendo os aviões chineses aconteceu no dia 6 de dezembro, logo após comentários da premiê japonesa, Sanae Takaichi, irritarem o governo chinês. Na ocasião, jatos J-15 do porta-aviões Liaoning, da China, travaram seu radar por duas vezes sobre um par de aeronaves da Força Aérea de Autodefesa Japonesa que circulava nas proximidades de Okinawa.

    Esse foi o primeiro registro de um “radar mirado” entre aeronaves nipônicas e chinesas. Aviões de combate costumam usar o radar como uma ferramenta de controle de fogo para identificar alvos, assim como em operações de busca e resgate. O episódio é uma demonstração clara da escalada nas tensões no Pacífico, centradas principalmente no interesse por Taiwan.

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    Tensões

    Reivindicada como parte integral da China por Pequim, a pequena nação insular vê a força aérea chinesa promover operações diárias ao redor de seus céus — movimento apontado por Taipei como uma campanha de pressão e assédio. Em meio à crise, a primeira-ministra Takaichi declarou que o Japão não se furtaria em intervir militarmente caso haja uma invasão chinesa a Taiwan.

    Outro episódio de tensão aérea aconteceu nesta terça-feira, 9, quando dois bombardeiros Tu-95 pertencentes à força aérea da Rússia se juntaram a aeronaves chinesas H-6 para realizar um voo conjunto ao redor do Japão. Tóquio afirma ter enviado caças como resposta, e um dia depois, na quarta-feira, 10, se juntou à força aérea americana para realizar seus próprios exercícios conjuntos.

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