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Japão pagará ‘preço doloroso’ se cruzar a linha sobre Taiwan, diz China

Declaração do Ministério da Defesa chinês é resposta ao interesse de Tóquio em estabelecer mísseis em uma ilha nas proximidades

Por Flávio Monteiro e Paula Freitas 27 nov 2025, 14h32 •
  • O Ministério da Defesa da China afirmou que o Japão irá pagar um “preço doloroso” se “cruzar a linha” em relação a Taiwan. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 27, como uma resposta aos planos de Tóquio de implantar mísseis em uma ilha nas proximidades da costa taiwanesa.

    O episódio é mais um capítulo das tensões entre os dois países, estremecidas após declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi.

    “O Exército de Libertação Popular possui capacidades poderosas e meios confiáveis para derrotar qualquer inimigo invasor. Se o lado japonês ousar cruzar a linha, mesmo que em meio passo, e causar problemas, inevitavelmente pagará um preço doloroso”, disparou o porta-voz da pasta, Jiang Bin, durante uma coletiva de imprensa.

    As declarações acontecem após o ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmar que há planos “avançando de forma constante” para implantar mísseis superfície-ar de médio porte em uma base militar localizada na ilha de Yonaguni, a 110 km da costa leste de Taiwan.

    “O Japão não somente deixou de refletir profundamente sobre seus graves crimes de agressão e domínio colonial em Taiwan, como também, desafiando a opinião mundial, alimentou a ilusão de uma intervenção militar no Estreito de Taiwan”, declarou Bin, em resposta às declarações de Koizumi. O porta-voz ainda afirmou que o Japão não tem nada a ver com as disputas relacionadas ao país insular.

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    + Taiwan distribui manual para preparar população para possível invasão da China

    Taiwan é reivindicada como parte integral da China por Pequim, que opera quase diariamente nos céus e nas águas que circundam a ilha — movimentos apontados como uma campanha de assédio e pressão por Taipei. A disputa em torno da ilha eleva as tensões regionais, com Takaichi declarando que Tóquio poderia promover uma resposta militar contra os chineses caso o pequeno país insular fosse invadido.

    Em meio à crise, a embaixada do Japão em Pequim fez um alerta de segurança aos cidadãos, afirmando que devem respeitar os costumes locais enquanto estiverem em solo chinês e tomar cuidado ao interagir com locais. A orientação é que viajantes estejam atentos ao seu entorno quando estiverem ao ar livre, não fiquem sozinhos e tenham cautela extra ao acompanhar crianças.

    A China, por sua vez, desaconselhou viagens ao Japão. Mais de 10 companhias aéreas chinesas, como Air China, China Eastern Airlines e China Southern Airlines, ofereceram reembolsos para voos com destino ao Japão até 31 de dezembro, enquanto a Sichuan Airlines cancelou os planos para a rota Chengdu-Sapporo até pelo menos março, de acordo com a mídia estatal.

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    + Trump pediu à primeira-ministra do Japão para não agravar crise com China, diz agência

    Devido à elevação das tensões, o presidente americano Donald Trump fez uma ligação para Sakaichi na terça-feira, 25, pedindo para que a premiê não agravasse a crise com a China — embora não tenha feito exigências específicas. A conversa ocorreu um dia depois do republicano aceitar o convite do presidente chinês, Xi Jinping, para uma visita a Pequim em abril.

    Embora tenha os olhos de Pequim sob si, Taiwan rejeita qualquer reivindicação territorial por parte da China. O governo democraticamente eleito do país afirma que somente seu povo pode decidir o futuro, e revelou planos para gastar mais 40 bilhões de dólares nos próximos oito anos — medida definida pelo governo chinês como desperdício de dinheiro.

    Como resposta às críticas, o porta-voz do Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan, Liang Wen-chieh, afirmou que os gastos militares de Pequim foram muito mais extensos do que os de Taipei, e que “se eles pudessem dar importância à paz entre os dois lados, esse dinheiro também poderia ser usado para melhorar a economia do continente e os meios de subsistência das pessoas”.

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