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Israel ordena que palestinos deixem Rafah, no sul de Gaza

Exército israelense costuma emitir avisos de retirada antes de ataques aéreos e manobras terrestres que, segundo os militares, tem o Hamas como alvo

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 mar 2025, 08h09 • Atualizado em 31 mar 2025, 08h10
  • O exército de Israel emitiu ordens de retirada para a maior parte da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, nesta segunda-feira, 31. Com isso, volta a prenunciar ataques aéreos e terrestres contra o Hamas na área, poucas semanas após encerrar o acordo de cessar-fogo e reiniciar a guerra no enclave.

    Tel Aviv lançou uma grande operação em Rafah, na fronteira com o Egito, em maio passado, deixando grandes partes da cidade em ruínas. As forças israelenses tomaram uma zona de estratégica ao longo da divisa e, contra as exigências do acordo de cessar-fogo, não deixaram a área, justificando que precisavam manter sua presença para evitar o contrabando de armas.

    Deslocamentos constantes

    A ordem veio durante o feriado do Eid al-Fitr, que marca o fim do jejum do Ramadã. Avichay Adraee, o porta-voz em árabe do exército israelense, postou nesta segunda-feira um mapa das áreas afetadas em suas redes sociais, incluindo Rafah e partes da vizinha Khan Younis. Ele disse que os palestinos devem se mudar para abrigos em uma região costeira, ao norte.

    O exército israelense “está voltando a lutar com grande força para eliminar as capacidades das organizações terroristas nessas áreas”, ele escreveu.

    No início deste mês, Adraee já havia anunciado uma ordem de retirada para alguns bairros em Rafah, mas a medida desta segunda-feira é muito mais abrangente. Não está claro quantas pessoas seguem na cidade, nem quantas pretendiam seguir suas instruções. Embora centenas de milhares de pessoas vivessem lá antes da guerra, grandes áreas do território foram reduzidas a escombros.

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    Nas últimas duas semanas, as forças de Israel emitiram ordens de retirada para outras partes de Gaza, mas muitos dos habitantes dessas áreas aparentemente as ignoraram.

    Desde o início da guerra desencadeada pelo ataque do Hamas em outubro de 2023 contra Israel, cerca de 90% dos palestinos foram repetidamente deslocados pelos combates em Gaza — uma experiência que forçou muitos a viverem em abrigos improvisados ​​lotados.

    O exército israelense retomou suas operações contra o Hamas no enclave em 18 de março, depois que as duas partes não conseguiram chegar a um acordo para estender o cessar-fogo, que começou em janeiro. Israel e o grupo terrorista palestino têm conversado com mediadores sobre um possível pacto para restaurar a trégua, sem sucesso.

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