Furacão Irma é o mais poderoso já registrado no Atlântico | VEJA
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Furacão Irma é o mais poderoso já registrado no Atlântico

Turistas receberam ordens de evacuação na Flórida e no Caribe

Por Da redação Atualizado em 6 set 2017, 16h21 - Publicado em 5 set 2017, 22h18

O furacão Irma é o maior já registrado na história do Oceano Atlântico, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Elevada para categoria 5, a máxima da escala, a tempestade tem ventos de 297 quilômetros por hora ao se aproximar das Antilhas, no nordeste do Caribe.

Para especialistas, a força do Irma é resultado da incomum subida de temperatura de parte do Atlântico. De acordo com o meteorologista Jared McWilliams, da companhia americana World Weather, o Irma tem potencial de causar sérios danos em Cuba, na Flórida e nas Bahamas. “É necessário observar de perto a situação”, afirmou.

A trajetória de Irma ainda é incerta, mas, segundo várias projeções, passará pelo Haiti, pela República Dominicana e por Cuba, e deve chegar ao estado americano da Flórida no sábado. Alertas e advertências de furacão estavam em vigor em partes das Ilhas de Sotavento, nas Ilhas Virgens Britânicas e Americanas.

A Flórida e o território americano de Porto Rico declararam estado de emergência. As autoridades porto-riquenhas ativaram a Guarda Nacional e prepararam 456 abrigos de emergência para acolher até 62.100 pessoas.

Vídeo mostra a dimensão do furacão:

Evacuação

Autoridades de Key West, na Flórida, e das ilhas turísticas de São Bartolomeu e São Martinho emitiram ordens de evacuação nesta terça-feira. A previsão é que os destinos populares de férias serão especialmente atingidos. O ministro da Defesa holandês disse que soldados chegaram na parte holandesa de São Martinho na segunda-feira e dois navios, incluindo um equipado com um helicóptero, estavam preparados para ajudar.

Os turistas em Key West devem começar a sair da ilha ao nascer do sol de quarta-feira, e uma ordem para os residentes em breve será emitida. “Estamos enfaticamente dizendo às pessoas que elas devem abandonar o local, não podem se dar ao luxo de permanecer em uma ilha com um furacão de categoria 5 vindo em sua direção”, disse o diretor do centro de operações de emergência do condado de Monroe, Martin Senterfitt.

Na ilha, longas filas de pessoas que correram para obter baterias, água engarrafada, mantimentos e combustível lotavam as ruas, enquanto muitos cortavam árvores ao redor de suas casas e procuravam amarrar objetos e selar suas janelas. Em um supermercado lotado em Miami Beach já era difícil encontrar alguns itens básicos, como água. Prateleiras inteiras ficaram vazias.

  • Tempestade José

    Outra tempestade tropical se formou nesta terça-feira no Oceano Atlântico, ameaçando também as ilhas do Caribe. A tempestade José se formou no Atlântico, a leste do furacão Irma.

    O Centro Nacional de Furacões (NHC) americano não emitiu nenhum alerta costeiro em relação a José, que neste momento se encontra a cerca de 2.420 quilômetros das Pequenas Antilhas. A tempestade se move na direção oeste-noroeste a 20 quilômetros por hora, com ventos de até 65 km/h, informou. Espera-se que ganhe força nas próximas 48 horas e se torne um furacão até a sexta-feira

    Acompanhe o deslocamento do furacão Irma:

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