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Irã registra 555 mortos em meio a bombardeios dos EUA e de Israel

Informações do Crescente Vermelho apontam escalada no número de vítimas, com destaque para o aumento de civis

Por Flávio Monteiro 2 mar 2026, 10h05 •
  • Ao menos 555 pessoas foram mortas no Irã em decorrência dos ataques promovidos por Estados Unidos e Israel desde sábado, 28. As informações foram divulgadas pela Sociedade do Crescente Vermelho e apontam uma escalada no número de vítimas.

    Motivada pelo desejo de Washington em frear o programa nuclear iraniano, a ofensiva já atingiu 131 cidades do Irã, incluindo a capital, Teerã, e deixou mais de 740 feridos.

    De acordo com a imprensa iraniana, o número de civis atingidos pelos bombardeios tem aumentado conforme os ataques se espalham pelo país. Nesta segunda-feira, 2, a província de Fars registrou 35 mortes após uma ofensiva. Episódio semelhante ocorreu em Teerã, onde um ataque à Praça Niloofar deixou mais de 20 mortos. A agência de notícias estatal relatou a morte de duas pessoas em Sanandaj, no Curdistão Iraniano, onde forças de Tel Aviv e Washington lançaram seis mísseis, atingindo bairros densamente povoados.

    O embaixador do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Reza Najafi, afirmou que muitos ataques aéreos tinham como alvo instalações atômicas iranianas, com destaque para o centro de enriquecimento nuclear de Natanz. “A justificativa deles de que o Irã quer desenvolver armas nucleares é simplesmente uma grande mentira”, apontou o Najafi, descrevendo o local como “pacífico”. Nenhuma declaração confirmando ataques ao local foi emitida por Israel ou pelos Estados Unidos, que já haviam bombardeado o centro em junho do ano passado. 

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    Teerã afirma que Washington e Tel Aviv não limitam seus ataques a infraestruturas nucleares ou centros políticos, passando a atingir prédios civis, o que leva ao aumento de vítimas. Segundo autoridades do país, uma escola feminina em Minab, no sul iraniano, relatou 180 mortes após uma ofensiva israelense. O mesmo tipo de míssil utilizado no episódio teria sido empregado para atacar o Hospital Ghandi, em Teerã, no domingo, 1º. De acordo com o chefe de relações públicas do Ministério da Saúde, Hossein Kermanpour, o local foi gravemente danificado e pacientes tiveram que ser retirados. 

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    Em resposta aos ataques, o Irã lançou uma série de mísseis em direção a Israel, emulando um cenário já visto durante o breve conflito entre as nações no ano passado. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que a defesa aérea do país estava operando para interceptar os projéteis, mas um deles atingiu a cidade de Beit Shemesh, deixando 9 mortos e 11 desaparecidos.

    Desde sábado, quando começaram os ataques retaliatórios iranianos em seguida da ofensiva israelo-americana na madrugada, cinco pessoas morreram no Golfo, todas estrangeiras: uma no Kuwait, três nos Emirados Árabes Unidos e uma no Bahrein.

    Na manhã desta segunda-feira, novas explosões foram ouvidas em Dubai, Abu Dhabi, Doha e Manama. Os ataques iranianos, que atingiram bases militares, infraestrutura civil, prédios residenciais, hotéis, aeroportos e portos, abalaram uma região há muito considerada um refúgio de paz e segurança no explosivo Oriente Médio.

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