Irã anuncia ter atacado gabinete de Benjamin Netanyahu, diz agência
Israel diz que não houve feridos. Tensão no Oriente Médio disparou após ataques de Israel e dos Estados Unidos no último sábado
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou nesta segunda-feira, 2, a autoria de um ataque com mísseis contra o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Tel Aviv, e o quartel-general do comandante da Força Aérea de Israel.
“O gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e a sede do comandante da força aérea do regime foram atacados”, afirmou o exército ideológico da República Islâmica em um comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Fars.
Ainda segundo a nota, mísseis Kheibar foram utilizados no ataque “direcionado e surpresa”. O artefato, apresentado e testado em maio de 2023, tem um alcance de 2.000 km e capacidade para ogivas de 1.500 kg.
A mídia iraniana acrescentou que o destino de Netanyahu estava “envolto em incerteza”, embora não haja confirmação independente sobre seu estado de saúde. Israel, por sua vez, afirmou que não houve feridos.
Os iranianos reagem aos ataques lançados no último sábado, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de chefes militares. Também houve uma série de novas explosões em Jerusalém nesta segunda-feira, informaram jornalistas da AFP, após as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) terem afirmado ter detectado novos mísseis lançados do Irã.
“Há pouco tempo, as IDF identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça”, disseram os militares em um comunicado.
Pelo menos 555 pessoas foram mortas no Irã até o momento pela campanha conjunta EUA-Israel, informou a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. Nove israelenses morreram devido à retaliação, bem como cinco pessoas em países do Golfo visados por abrigarem bases militares americanas: uma no Kuwait, três nos Emirados Árabes Unidos e uma no Bahrein.
Nesta segunda-feira, Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional de Teerã, disse que o Irã “não negociará com os Estados Unidos”. A declaração contradiz Donald Trump, que antes havia dito que as novas lideranças queriam retomar as negociações após o ataque.
Em uma publicação no X, Larijani negou as informações da imprensa de que as autoridades iranianas tentaram iniciar conversações com o governo Trump após a onda de ataques americanos e israelenses no fim de semana, que aconteceu após uma série de negociações nucleares entre Teerã e Washington.





