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Irã e Argentina pedem para entrar no BRICS

Rússia apresenta pedidos como prova de que EUA não foram bem-sucedidos em isolar Moscou, e aposta no grupo como uma alternativa econômica

Por Da Redação Atualizado em 28 jun 2022, 09h32 - Publicado em 28 jun 2022, 09h19

O Irã e a Argentina se inscreveram nesta terça-feira, 28, para entrar no grupo de países emergentes BRICS, formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Pequim e Moscou apostam no grupo como uma alternativa econômica ao Ocidente.

O termo BRIC foi cunhado pelo economista do Goldman Sachs Jim O’Neill em 2001, para descrever a ascensão do Brasil, Rússia, Índia e China. As potências do BRIC tiveram sua primeira cúpula em 2009 na Rússia. A África do Sul aderiu em 2010.

A adesão do Irã, que detém a segunda maior reserva de gás do mundo, ao grupo “resultaria em valores agregados para ambos os lados”, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.

Desde que a Revolução Iraniana de 1979 destituiu o xá Mohammad Reza Pahlavi, apoiado pelos Estados Unidos, o Irã foi condenado ao ostracismo pelos aliados americanos e sua economia foi prejudicada por uma série de sanções.

A Rússia apresentou os pedidos como prova de que o Ocidente, liderado pelos Estados Unidos, não estava conseguindo isolar Moscou após a invasão da Ucrânia. Autoridades russas informaram ainda que a Argentina também se candidatou à adesão.

“Enquanto a Casa Branca estava pensando sobre o que mais desligar no mundo, proibir ou estragar, Argentina e Irã se inscreveram para ingressar no BRICS”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

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Autoridades argentinas não fizeram comentários, mas o presidente Alberto Fernandez, atualmente na Europa, reiterou nos últimos dias seu desejo de que a Argentina se junte ao BRICS.

+ Cúpula dos BRICS: China prepara palco para divulgar modelo de governança

A China tem de longe a maior economia do grupo, respondendo por mais de 70% do seu poder econômico coletivo de US$ 27,5 trilhões. A Índia responde por cerca de 13%, com Rússia e Brasil respondendo por cerca de 7% cada, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). O BRICS representa mais de 40% da população mundial e cerca de 26% da economia global.

Na semana passada, o grupo fez uma cúpula virtual liderada pelo presidente chinês Xi Jinping. Ele criticou “o abuso” das sanções internacionais, enquanto o presidente russo Vladimir Putin repreendeu o Ocidente por fomentar uma crise global. Ambos os líderes pediram maior cooperação do BRICS.

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Putin disse que as relações com a China estão melhores do que nunca e que a parceria estratégica tem objetivo de combater a influência dos Estados Unidos.

Os americanos e as potências europeias, por sua vez, culpam a decisão de Putin de invadir a Ucrânia pela deterioração das relações com o Ocidente. O presidente russo diz que o Ocidente quer destruir a Rússia, que as sanções econômicas impostas devido à invasão são semelhantes a uma declaração de guerra econômica e que a Rússia construirá laços com outras potências.

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