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Irã condena vencedora do Nobel da Paz a mais de sete anos de prisão

Narges Mohammadi já foi presa 13 vezes e sentenciada em nove ocasiões, tendo sido detida pela última vez em dezembro por 'comentários provocativos'

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 fev 2026, 11h10 • Atualizado em 9 fev 2026, 11h58
  • A ativista iraniana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, foi condenada a uma nova pena de sete anos e meio de prisão, disse seu advogado, Mostafa Nili, no domingo, 8.

    Mohammadi, que foi detida em dezembro por fazer “comentários provocativos” em uma cerimônia memorial, recebeu novas acusações relacionadas à conspiração e propaganda contra o regime iraniano.

    “Ela foi condenada a seis anos de prisão pelas acusações de congregação e conluio para cometer crimes”, escreveu o advogado nas redes sociais, acrescentando que Mohammadi também foi condenada a um ano e meio extra por atividades de propaganda e será exilada por dois anos na cidade de Josf, na província oriental de Khorasan do Sul. A ativista também foi proibida de deixar o país.

    A Fundação Narges afirmou que Mohammadi contou ao seu advogado, durante um telefonema feito da prisão no domingo, que havia recebido a sentença no sábado.

    “Após semanas de isolamento absoluto e de interrupção total da comunicação, ela finalmente conseguiu relatar sua situação em uma breve ligação telefônica com seu advogado”, declarou a fundação.

     

     

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    O jurista defendeu a libertação da ativista e declarou que o veredito não é definitivo e pode ser objeto de recurso. “Em vista de suas doenças, esperamos sua libertação temporária sob fiança para que possa receber tratamento médico”, afirmou.

     

     

    Quem é Narges Mohammadi?

    Mohammadi, que venceu o Prêmio Nobel em 2023 por ativismo contra a opressão às mulheres no Irã, já foi presa 13 vezes e condenada em nove ocasiões. A família da ativista disse que ela foi espancada durante o cárcere.

     

    A ativista iniciou sua carreira quando estudava física na faculdade, nos anos 1990, quando defendia a igualdade e os direitos humanos das mulheres. Após concluir o curso, trabalhou como engenheira e tornou-se colunista de vários jornais reformistas.

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    Em 2003, ela se envolveu com o Centro de Defensores dos Direitos Humanos em Teerã, uma organização fundada naquele ano pela ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Shirin Ebadi. No entanto, o governo considerou o grupo ilegal em 2015, levando à sua prisão e condenação por ser porta-voz da organização, em 2016.

    As três décadas de ativismo pacífico por mudanças de base no Irã por meio da educação, articulação da sociedade e desobediência civil tiveram um preço elevado: sua carreira como engenheira acabou, sua saúde se deteriorou, ela foi separada do marido, filhos e pais, e privada de sua liberdade. Em dado ponto, chegou a ser condenada a 10 anos e 6 meses de prisão.

    O Nobel da Paz de 2023, segundo o comitê, também reconheceu as centenas de milhares de iranianos que foram às ruas em 2022 contra as políticas de discriminação contra as mulheres do regime dos aiatolás. O lema dos manifestantes era “Mulher, Vida, Liberdade”.

    A onda de protestos tomou conta do país depois que Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos, foi presa porque seu hijab, lenço de cabeça obrigatório para mulheres no país, deixava algumas mechas de cabelo à mostra. Ela morreu sob a custódia da polícia da moralidade.

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