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Incêndio em hospital na Índia deixa pelo menos 73 mortos

Por Da Redação 9 dez 2011, 08h57

Pau Miranda.

Nova Délhi, 9 dez (EFE).- Pelo menos 73 pessoas morreram nesta sexta-feira após um incêndio em um hospital de Calcutá, no leste da Índia, causado por uma negligência que as autoridades classificaram como ‘crime imperdoável’ pela falta de medidas contra incêndios no edifício.

No início da tarde no horário local, a imprensa da região informava sobre 73 mortos, 70 deles pacientes. O número de vítimas aumentou durante a manhã, conforme eram recuperados os corpos do complexo hospitalar AMRI, no sul de Calcutá.

A chefe do Governo regional de Bengala, Mamata Banerjee, chegou às imediações do hospital no meio da manhã e apontou os gerentes do hospital privado como responsáveis pelo incêndio, que começou por volta de duas da madrugada no horário local.

Depois de retirados do prédio, os corpos foram transferidos ao hospital público SSKM, que no início da tarde confirmou a morte de 59 pessoas, enquanto aguardava o fim dos trabalhos de resgate, segundo disse à agência Efe uma fonte policial.

A chefe do Governo afirmou que ainda havia 20 cadáveres para recuperar. Ela reconheceu que as autoridades tinham muitos problemas para identificar os corpos e disse que iriam mostrar fotos dos mortos para que os familiares ajudassem no reconhecimento.

De acordo com a emissora ‘NDTV’, Mamata Banerjee atribuiu o incêndio a uma negligência que classificou como ‘crime imperdoável’ e pediu que seja aplicada ‘a condenação mais rigorosa possível’ aos responsáveis, dos quais já foi retirada a permissão para o exercício da atividade.

‘Haverá detenções. Tomaremos medidas estritas contra o hospital’ afirmou à agência local ‘Ians’ a chefe do Governo regional, acrescentando que a Polícia já iniciou uma investigação contra os proprietários do centro, os grupos empresariais Emami e Shrachi.

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A imprensa local revelou que o complexo hospitalar, inaugurado em 1996, não tinha detectores de fumaça, embora há apenas três anos tenha sido registrado um incêndio de grandes dimensões no local.

Uma pessoa que participou dos trabalhos de resgate relatou à ‘NDTV’ que houve muitas dificuldades para salvar no meio do caos cerca de 160 pessoas que ficaram presas, já que muitas portas e janelas estavam bloqueadas.

Mamata Banerjee teve que acalmar os ânimos de centenas de parentes que encheram os arredores do hospital desde o início da manhã, observando as dificuldades das equipes de resgate para retirar as vítimas dos sete andares do edifício.

Alguns familiares dos pacientes invadiram a recepção do hospital por causa da falta de informações e da falta de assistência às pessoas que ainda estavam nos andares mais altos do imóvel.

Uma queixa amplamente expressada pelos familiares das vítimas foi a demora para a chegada dos bombeiros, que não se apresentaram ao hospital até duas ou três horas depois do início do acidente.

Esta demora foi negada a ‘NDTV’ por um responsável dos bombeiros, para quem as equipes se dirigiram ao hospital assim que foram avisadas e a responsabilidade seria do hospital, por não possuir medidas contra incêndio.

O fogo aconteceu por causas desconhecidas no porão do centro sanitário, um espaço desenhado como estacionamento, mas que se transformou em um armazém no qual havia muito material inflamável. EFE

pmm/dsm

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