“Hoje é um grande dia”, diz Trump após Hamas afirmar que pretende liberar reféns em Gaza
Grupo palestino disse que pretende libertar reféns israelenses; neste sábado, o exército de Israel recebeu ordens para encerrar os bombardeios na região
Neste sábado, 4, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a resposta dada pelo Hamas à proposta de paz que apresentou nesta semana. “Hoje é um grande dia”, disse ele, em vídeo publicado em sua rede, a Truth Social. “Vamos ver como tudo vai acabar. Temos que concretizar a palavra final”, completou.
O presidente americano disse que espera que todos os reféns sejam devolvidos a suas famílias e afirmou que o avanço da negociação é “sem precedentes, de muitas maneiras”. Trump ainda agradeceu ao Catar, Turquia, Arábia Saudita, Egito e Jordânia, países que apoiaram a negociação.
Apesar de ter afirmado que vai liberar todos os reféns israelenses, tanto vivos quanto mortos, o Hamas não concordou com todos os 20 pontos da proposta apresentada por Trump. “Neste contexto, o movimento afirma sua prontidão para entrar imediatamente em negociações por meio de mediadores para discutir os detalhes desse acordo”, disse o grupo palestino em comunicado divulgado pelo Telegram.
Mesmo com a negociação avançando, a Defesa Civil de Gaza relatou intenso bombardeio israelense na região norte da faixa ocupada. Ao menos seis civis palestinos, incluindo duas crianças, foram mortos. Drones também atingiram um grupo de pessoas perto de uma padaria no centro de Gaza, matando “dezenas”, segundo a Wafa, a agência de notícias palestina.
Em meio aos bombardeios deste sábado, o exército israelense afirmou que foi a “antecipar a prontidão” para a primeira parte do plano de Trump, que prevê um cessar-fogo imediato. Em um comunicado feito pela rádio do exército de Israel, as operações em Gaza seriam reduzidas ao “mínimo”, com tropas destinadas apenas a realizar ataques defensivos.





