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Hamburgo tem protestos e detenções após encerramento do G20

Nos três dias de manifestações, 200 policiais ficaram feridos e 144 pessoas foram detidas

Por Da redação Atualizado em 8 jul 2017, 21h07 - Publicado em 8 jul 2017, 21h06

Hamburgo, na Alemanha, foi palco neste sábado de novos distúrbios, pela terceira noite consecutiva, após milhares de jovens se concentrarem no bairro de Schanzenviertel ao término da cúpula do G20, alvo de protestos de grupos esquerdistas desde a última quinta-feira. Até agora, 200 agentes ficaram feridos e 144 pessoas foram detidas. A polícia informou que efetuou algumas detenções nas imediações da casa ocupada pelo coletivo “Rote Flora”, o mesmo palco dos graves distúrbios registrados nos últimos dias.

Os incidentes começaram após os primeiros confrontos entre grupos de jovens concentrados no local e o continente policial que permanece nessa área, com lançamento de garrafas e outros objetos contra os agentes. O mencionado bairro e a casa ocupada ficam a cerca de 300 metros do centro de convenções onde neste sábado foi encerrada a cúpula dos chefes de governo das potências industriais e países emergentes, presidida pela chanceler alemã Angela Merkel e com os presidentes de Estados Unidos, Donald Trump, e Rússia, Vladimir Putin, entre os presentes.

A polícia pediu aos jovens que abarrotavam as ruas, bares e outros locais que abandonassem a área e não atrapalhassem as operações destinadas a dispersar manifestantes identificados como violentos. Na última sexta-feira, se concentraram nessa mesma zona 1.500 manifestantes violentos, que levantaram e incendiaram barricadas e saquearam vários comércios, além de atacar agentes com barras de ferro e outros objetos.

A  Merkel e o prefeito da cidade de Hamburgo, Olaf Scholz, condenaram os atos de violência, ao mesmo tempo em que anunciaram indenizações para os cidadãos afetados pelos danos ocasionados, seja nos seus comércios, casas ou automóveis. As imagens dos distúrbios ofuscaram o protesto pacífico contra o G20 que ocorreu neste sábado em Hamburgo, com cerca de 70 mil manifestantes.

(com EFE)

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