Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Hamas reivindica autoria de ataque terrorista que matou 6 em Jerusalém

Segundo as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço armado do grupo, os dois atiradores que abriram fogo contra ponto de ônibus eram integrantes do grupo

Por Flávio Monteiro 9 set 2025, 12h17 •
  • O braço armado do Hamas, chamdo Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, reivindicou a responsabilidade pelo ataque terrorista que resultou na morte de seis pessoas em Jerusalém Oriental na última segunda-feira, 8. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, 9, a organização palestina disse que Muhammad Taha e Mothanna Amro, autores do atentado, eram integrantes do grupo.

    As brigadas não forneceram informações sobre o planejamento ou execução do ataque, mas autoridades israelenses informaram que o episódio aconteceu por volta das 10h15 locais (4h15 no horário de Brasília), quando os dois terroristas se aproximaram de um ponto de ônibus no trevo de Ramot e abriram fogo contra civis. Taha e Amro foram mortos após dois cidadãos israelenses revidarem. No carro dos radicais palestinos foi possível encontrar armas, munições e uma faca.

    O Hamas não reivindicou imediatamente a autoria pelo atentado, mas elogiou os criminosos, chamando-os de “combatentes da resistência”. Postura semelhante foi vista pela Jihad Islamica Palestina, movimento atuante na Faixa de Gaza, que celebrou o crime. Por outro lado, a Autoridade Nacional Palestina, governante nominal da Cisjordânia, emitiu uma nota condenando “qualquer dano a civis palestinos e israelenses” e rejeitando “todas as formas de violência, independente de sua origem”.

    Como consequência do episódio, Tel Aviv afirmou que vai demolir as residências onde a dupla morava, localizadas nas cidades de Qatanna e Quebeiba, na Cisjordânia. Israel também irá revogar as autorizações de trabalho de todos os 750 moradores dos vilarejos palestinos. A declaração foi feita nesta terça pelo ministro da defesa israelense, Israel Katz.

    + Israel promete ‘furacão’ de ataques a Gaza para forçar Hamas a aceitar rendição

    A decisão deve afetar profundamente os moradores locais, já que o trabalho em Israel é a principal fonte de renda para muitas autoridades palestinas. Tel Aviv defende que a medida, assim como a demolição da casa dos agressores e seus vizinhos, é uma forma de dissuasão contra futuros ataques. No entanto, grupos de direitos humanos afirmam que a decisão é uma forma de punição coletiva, algo proibido pelo direito internacional.

    Continua após a publicidade

    O episódio também parece ter se tornado uma justificativa eficaz para a ampliação das ações militares israelenses em Gaza. Katz prometeu, ainda na segunda, que “um poderoso furacão atingirá os céus da Cidade de Gaza”, atual foco das operações empreendidas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

    Já o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, foi até o local do atentado e enfatizou que Israel luta uma “poderosa guerra contra o terror”. O premiê fez questão de instar a saída imediata dos moradores da maior cidade do enclave palestino. Mais cedo nesta terça, as IDF lançaram panfletos reiterando as ordens de retirada da população, em uma antecipação à invasão militar.

    Tel Aviv também empreendeu um ataque coordenado contra lideranças de alto escalão do Hamas em Doha, no Qatar, que naquele momento se reunia para discutir a proposta de cessar-fogo do presidente americano Donald Trump em Gaza. O episódio foi condenado pelo Qatar, pelas Nações Unidas e por outros países árabes na região.
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).