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Hamas reitera compromisso com cessar-fogo em meio a incerteza sobre acordo

Netanyahu ameaçou retomar guerra em Gaza caso grupo palestino adie a libertação de reféns, como prometeu fazer ao acusar Israel de violar trégua

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2025, 17h09 • Atualizado em 11 fev 2025, 18h15
  • O Hamas reafirmou seu compromisso com o cessar-fogo em Gaza nesta terça-feira 11, em meio a incertezas sobre o futuro do acordo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ameaçou retomar a guerra no enclave palestino caso mais reféns israelenses não sejam entregues até o meio-dia do próximo sábado, dia 14, depois de o grupo terrorista palestino anunciar um adiamento da libertação dos cativos devido a supostas violações israelenses dos termos da trégua.

    Em uma declaração do grupo, obtida pela agência de notícias Reuters, o Hamas disse que responsabilizaria Israel por quaisquer “complicações ou atrasos”.

    “O movimento Hamas continua comprometido com o acordo de cessar-fogo enquanto a ocupação (Israel) o cumprir”, afirmou o grupo, observando que o pacto foi intermediado por mediadores e testemunhado pela comunidade internacional. “Enfatizamos que a ocupação é a parte que falhou em cumprir seus compromissos e tem total responsabilidade por quaisquer complicações ou atrasos.”

    A declaração também repetiu a rejeição às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre “o deslocamento de nosso povo da Faixa de Gaza sob o pretexto de reconstrução”. O chefe da Casa Branca voltou a dizer nesta terça que tomará o controle do enclave e deslocará a população local para outras nações árabes, comentários que o Hamas chamou de “racistas”.

    Mais cedo nesta terça, Netanyahu afirmou que não aceitaria um adiamento do cronograma de libertação dos reféns, dizendo que o cessar-fogo acabaria se o grupo não liberasse a próxima leva. No total, 17 israelenses ainda deveriam ser libertados na primeira fase da trégua, dividida em três estágios. Segundo Tel Aviv, oito deles estão mortos.

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    “Os militares retornarão aos combates intensos até que o Hamas seja finalmente derrotado”, afirmou o premiê em uma declaração em vídeo.

    Trump também dobrou a aposta sobre o prazo de meio-dia de sábado. “Ou eles (o Hamas) os entregam até sábado, meio-dia, ou tudo está em aberto”, ameaçou. Na segunda-feira, o presidente americano já havia dito que deixaria “o inferno todo se soltar” em Gaza caso o Hamas não liberte os reféns.

    Acusações do Hamas

    O Hamas anunciou na segunda-feira que decidiu adiar a próxima liberação de reféns, prevista para sábado, culpando Israel por quebrar a trégua que entrou em vigor em 19 de janeiro. Segundo o grupo palestino, as violações incluíam “atrasar o retorno dos (palestinos) deslocados para o norte da Faixa de Gaza e alvejá-los com bombardeios e tiros”.

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    Na segunda-feira, o escritório de imprensa do governo de Gaza, comandado pelo Hamas, disse que Israel se recusou a permitir a entrada de suprimentos especificados no cessar-fogo. Sob o acordo, 600 caminhões de ajuda — 50  deles transportando combustível — devem ser autorizados a entrar em Gaza todos os dias. Esse número foi atingido ou excedido nos três primeiros dias do cessar-fogo.

    + A reação dos palestinos à escala da destruição no retorno ao norte de Gaza

    Horas depois, Donald Trump, que reivindicou o crédito por garantir o acordo entre Israel e Hamas, deu um ultimato. Caso todos os reféns israelenses em Gaza não fossem devolvidos até sábado ao meio-dia, ele ameaçou cancelar o cessar-fogo e deixar “o inferno se soltar”.

    “A resposta deve ser exatamente como o presidente Trump sugeriu. Parar completamente a ajuda humanitária, cortar a eletricidade, a água e as comunicações e usar força brutal e desproporcional até que os reféns retornem”, afirmou o ministro das comunicações de Israel, Shlomo Karhi, no X (antigo Twitter). “É hora de abrir os portões do inferno para o Hamas — e desta vez, sem nenhuma restrição aos nossos heroicos combatentes”, acrescentou.

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    + Trump diz que palestinos não terão direito de retornar a Gaza sob plano de ocupação dos EUA

    O cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor em 19 de janeiro, inaugurando a primeira pausa no conflito em mais de 15 meses, sob a previsão de três etapas. Apesar da intensa mediação de países parceiros, a complexidade e a fragilidade do acordo são altas, o que significa que qualquer pequeno incidente pode crescer e ameaçar acabar com o pacto.

    As negociações para o início da segunda das três fases do cessar-fogo deveriam começar nesta segunda-feira.

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    Cerca de 1.200 israelenses morreram e 251 foram sequestrados quando o Hamas atacou o território israelense em 7 de outubro de 2023. Em resposta, Israel começou uma ofensiva em larga escala em Gaza, que matou mais de 47.000 palestinos e deslocou milhões de pessoas.

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