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Hamas elegerá novo líder pela primeira vez desde morte de Sinwar por Israel, diz agência

Novo chefe será escolhido por votação secreta

Por Luiza Zubelli
13 jan 2026, 18h55 •
  • O Hamas elegerá, neste mês, um novo líder, segundo reportagem da agência de notícias Reuters publicada nesta terça-feira, 13. De acordo com fontes, o processo eleitoral já está em curso.

    O chefe é escolhido por votação secreta pelo Conselho da Shura do Hamas, um órgão de 50 membros que inclui membros do grupo paramilitar na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e no exílio.

    O cargo estava vago desde a morte do “número 1” anterior, Yahya Sinwar, em Rafah, no sul de Gaza, em outubro de 2024. Khalil Al-Hayya, de 65 anos, negociador-chefe do Hamas, e Khaled Meshaal, um dos fundadores do grupo militante palestino, são considerados os favoritos à liderança. Ambos moram no Catar e compõem um conselho de cinco membros que faz a gestão da organização desde que a morte de Sinwar. 

    Nascido em Gaza, Hayya está entre os líderes do movimento que sofreram um ataque aéreo israelense em setembro do ano passado. Já Meshaal foi alvo de uma tentativa de assassinato por envenenamento em 1997, a mando de Israel. 

    Momento turbulento para o Hamas

    Em um período conturbado devido aos dois anos de guerra contra Israel, o Hamas enfrenta apelos de diversos países para o desarmamento imediato. Além das eleições para um novo chefe, o grupo também busca nomear um vice-líder para substituir Saleh Al-Arouri, que foi morto em um ataque aéreo israelense no Líbano em janeiro de 2024. 

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    À Reuters, fontes revelaram que uma parte dos integrantes do grupo militante islâmico prefere a continuação da liderança coletiva instaurada depois das mortes dos principais comandantes.

    O Hamas enfrenta um dos momentos mais críticos desde sua fundação em 1987. Apesar do cessar-fogo em outubro ter diminuído os ataques entre a organização política e Israel, o país ainda controla grande parte da Faixa de Gaza, os bombardeios continuam a acontecer e os mais de 2 milhões de palestinos que moram naquela região sofrem com condições de vida precárias

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    O grupo também tem sido alvo de críticas no território palestino por causa das milhares de vítimas que a guerra deixou desde os ataques contra território israelense em 7 de outubro de 2023, que deram início ao conflito mais recente. Mais de 70 mil pessoas foram mortas até o momento, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza.

    O plano de cessar-fogo elaborado pelos Estados Unidos ordena que o Hamas se desfaça de todo o seu armamento e sugere que a região seja administrada por um governo palestino tecnocrata supervisionado por um órgão internacional chamado Conselho de Paz.

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    Até o momento, o Hamas não aceitou a proposta de se desarmar em prol da resolução do conflito. O grupo diz que entregaria suas armas caso um Estado totalmente palestino fosse instaurado, mas essa possibilidade foi descartada por Israel. 

    Embora um cessar-fogo avançado pelos Estados Unidos esteja em vigor desde 10 de outubro, a situação em Gaza segue delicada, com Israel e Hamas se acusando mutuamente de ferir os termos do acordo. Autoridades de saúde vinculadas à administração do enclave afirmam que ataques israelenses já mataram mais de 400 palestinos desde o início da trégua, enquanto Tel Aviv defende que qualquer ação militar ocorreu em resposta a violações.

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