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Hamas diz que vai atender prazo de Israel para libertar reféns e sustentar cessar-fogo

Grupo palestino havia adiado entrega de cativos, acusando Israel de violar termos da trégua, diante do que Netanyahu ameaçou retomar a guerra em Gaza

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 fev 2025, 08h36 • Atualizado em 13 fev 2025, 11h05
  • O Hamas comunicou, nesta quinta-feira 13, que vai respeitar os termos do cessar-fogo e libertará os três reféns israelenses no sábado, como combinado. A decisão ocorreu depois de o grupo terrorista palestino afirmar no início da semana que adiaria a entrega, acusando Israel de violar os termos da trégua, o que levou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a dar um ultimato: ou os cativos seriam soltos até o meio-dia de 14 de fevereiro ou retomaria a guerra em Gaza.

    “Não estamos interessados ​​no colapso do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e estamos interessados ​​em sua implementação e em garantir que a ocupação (Israel) o cumpra integralmente”, disse o porta-voz do Hamas, Abdel-Latif Al-Qanoua.

    Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se encontrou com Netanyahu na Casa Branca, respondeu às ameaças do grupo palestino dizendo que todos os reféns devem ser libertados até o meio-dia de sábado ou ele “deixaria o inferno se soltar” em Gaza. O primeiro-ministro israelense afirmou anteriormente que seu país retomaria “combates intensos” se o prazo não fosse cumprido.

    “A linguagem de ameaças e intimidação usada por Trump e Netanyahu não serve à implementação do acordo de cessar-fogo”, alertou Qanoua.

    Resolução mediada

    As desavenças foram solucionadas depois que uma delegação do Hamas liderada pelo chefe do grupo em Gaza, Khalil Al-Hayya, se encontrou com autoridades de segurança egípcias na quarta-feira 12. Uma autoridade palestina próxima às negociações disse à agência de notícias Reuters que os mediadores Egito e Catar trabalharam para evitar um retorno aos combates.

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    Em uma declaração, o Hamas afirmou que os mediadores exerceram pressão para que o acordo de cessar-fogo fosse totalmente implementado, garantindo que Israel obedeça a um protocolo humanitário e retomando as trocas de reféns israelenses por prisioneiros palestinos detidos em prisões israelenses.

    Antes do impasse ser quebrado. o Exército de Israel havia convocado reservistas diante de uma possível retomada da guerra em Gaza.

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