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Hamas admite ‘possível erro’ após confusão com corpo de refém israelense

Israel denunciou que os restos mortais liberados pelo grupo não foram identificados corretamente e falou em 'violação grave' do cessar-fogo

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 fev 2025, 08h39 • Atualizado em 21 fev 2025, 08h56
  • O Hamas admitiu nesta sexta-feira, 21, que existe a “possibilidade de um erro” ter sido cometido na liberação dos restos mortais de quatro reféns israelenses na véspera, depois de Israel ter denunciado que o corpo de Shiri Bibas, mãe de duas crianças mortas no cativeiro em Gaza, não foi identificado corretamente. Segundo Tel Aviv, se trata de uma “violação grave” do acordo de cessar-fogo.

    Em uma declaração, o grupo terrorista palestino afirmou que “examinará essas alegações muito seriamente”, depois de expressar surpresa com a reação “raivosa” de Israel. Em declaração, pediu ainda que as autoridades israelenses devolvam os restos mortais a Gaza, que acredita-se pertenceram a uma mulher palestina.

    O oficial do Hamas Ismail al-Thawabteh, porém, justificou a confusão, dizendo que o corpo de Shiri “foi transformado em pedaços após aparentemente ser misturado a outros corpos sob os escombros”.

    No ano passado, o Hamas alegou que Bibas e seus dois filhos, Ariel, de 4 anos, e Kfir, que tinha apenas nove meses quando a família inteira foi sequestrada nos ataques de 7 de outubro de 2023, foram mortos em um ataque aéreo israelense nos primeiros dias da guerra. Israel, por sua vez, denunciou que eles foram assassinados em cativeiro. Apenas o pai da família, capturado e já libertado em uma troca anterior, sobreviveu.

    “Também apontamos a possibilidade de um erro ou sobreposição em relação aos corpos, que pode ter resultado da ocupação (Israel) mirando e bombardeando o local onde a família estava com outros palestinos”, declarou o Hamas em um texto publicado em seu canal no aplicativo de mensagens Telegram.

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    O grupo acrescentou que “anunciará os resultados (de seu exame) de forma transparente” e que não tem interesse em “manter nenhum corpo” dos cativos em Gaza, depois de reiterar que continua comprometido em implementar o atual acordo de cessar-fogo e libertação de reféns. Vamos cumprir “todas as nossas obrigações”, declarou.

    Acusação israelense

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram na noite de quinta-feira 20 que o corpo entregue pelo Hamas, identificado pelo grupo palestino como o de Shiri, não é o dela. Israel acusou o Hamas de “violação muito séria” dos termos do cessar-fogo que estabeleceu regras para a devolução dos reféns.

    “Durante o processo de identificação, foi descoberto que o corpo recebido não era o de Shiri Bibas”, afirmaram as FDI. Segundo os militares israelenses, o corpo entregue também não corresponde ao de nenhum outro sequestrado.

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    A mãe de Ariel e Kfir, cujos corpos foram devolvidos nesta quinta, parece ser a única identificada incorretamente. Segundo as FDI, os outros corpos correspondem aos dos sequestrados. O quarto conjunto de restos mortais devolvido na quinta foi o do idoso Oded Lifschitz.

    Israel agora exige que o Hamas devolva o corpo de Shiri Bibas. Ela e os filhos foram sequestrados no dia 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel.

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