Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Guterres condena ‘horrores’ em Gaza e ataques aos princípios fundamentais da ONU

Na Assembleia Geral, chefe da ONU repudiou os 'ataques horríveis' do Hamas, mas destacou que 'nada pode justificar o castigo coletivo do povo palestino'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 set 2025, 10h38 • Atualizado em 23 set 2025, 10h46
  • O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou nesta terça-feira, 23, que a “escala de morte e destruição” na guerra em Gaza “está além de qualquer outro conflito” testemunhado por ele desde que assumiu a liderança da ONU. Em discurso de abertura na Assembleia Geral, ele condenou os “ataques horríveis” do grupo palestino radical Hamas e demandou a libertação imediata dos reféns mantidos no enclave, mas destacou que “nada pode justificar o castigo coletivo do povo palestino e a destruição sistemática (em Gaza)“.

    “Em Gaza, os horrores se aproximam de um terceiro ano monstruoso. Eles são o resultado de decisões que desafiam a própria humanidade. A escala de morte e destruição está além de qualquer outro conflito em meus anos como secretário-geral”, disse ele, alertando que a fome se alastra e as mortes “se intensificam” no território.

    O chefe da ONU apelou pelo aumento do fluxo de entrada de ajuda humanitária em Gaza, defendeu a solução de dois Estados e condenou o avanço dos assentamentos judeus, uma violação do direito internacional. Sob aplausos, ele afirmou que “as medidas estipuladas pela Corte Internacional de Justiça devem ser implementadas total e imediatamente”, acrescentando: “Nada pode justificar os ataques horríveis do Hamas. Nada pode justificar o castigo coletivo do povo palestino e a destruição sistemática”.

    Em meio à escalada de violência, França seguiu os passos nesta segunda-feira, 22, do Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal no reconhecimento do Estado da Palestina. Os quatro países anunciaram neste domingo, 21, às vésperas da reunião em Nova York, a validação do Estado palestino como um caminho para a solução de dois Estados. Mais de 140 países dos 193 países-membros da ONU, incluindo o Brasil, reconhecem a Palestina. A medida é condenada por Israel e pelos EUA — a missão americana, inclusive, vetou as últimas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Gaza.

    “Entramos em uma era de perturbação imprudente e sofrimento humano implacável. Olhem ao redor: os princípios das Nações Unidas que vocês estabeleceram estão sob cerco”, advertiu Guterres.

    Continua após a publicidade

    + Gaza, Ucrânia e críticas a Trump: o que esperar da Assembleia Geral da ONU nesta terça

    Guerra na Ucrânia e multilateralismo

    Além disso, Guterres destacou a importância do multilateralismo e condenou “países agindo como se as regras não se aplicassem a eles”, no que soou como uma crítica indireta aos Estados Unidos. Ele também disse que a comunidade internacional testemunha “seres humanos tratados como menos que humanos” e fez um apelo: “Precisamos denunciar isso. A impunidade é a mãe do caos e gerou alguns dos conflitos mais atrozes do nosso tempo”.

    O secretário-geral abordou a guerra na Ucrânia, onde a “violência implacável continua a matar civis”. Ele pediu por um cessar-fogo e por uma paz duradoura no confronto, iniciado em fevereiro de 2022. Nem Kiev, nem Moscou parecem dispostos a flexibilizar as reivindicações. A Rússia exige que a Ucrânia ceda 20% do seu território, incluindo as regiões de Luhansk e Donetsk, abandone a pretensão de aderir à Otan, principal aliança militar ocidental. Além disso, Putin quer que a Ucrânia se desmilitarize, uma ideia rejeitada pelo presidente ucraniano, Voodymyr Zelensky. Ele também nega abrir mão de parte do país e defende o princípio da soberania, sendo apoiado por aliados europeus.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).