Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

General que tentou golpe na Bolívia pode pegar até 20 anos de prisão

Juan José Zúñiga vai responder pelos crimes de levante armado contra a segurança e soberania da nação, sedição de tropas e ataque ao presidente

Por Da Redação
Atualizado em 27 jun 2024, 10h20 - Publicado em 27 jun 2024, 10h14

Líder e rosto da fracassada tentativa de golpe contra o governo da Bolívia na quarta-feira 26, o ex-comandante do Exército Juan José Zúñiga vai responder pelos crimes de levante armado contra a segurança e soberania da nação, sedição de tropas e ataque ao presidente, afirmou o ministro da Justiça boliviano, Iván Lima. Os crimes, previstos nos artigos 121º, 127º e 128º do código penal boliviano, podem levar a uma pena de prisão de até 20 anos.

“Vamos buscar a condenação de Juan José Zúñiga à pena máxima de prisão possível para estes crimes, que é de 15 a 20 anos de prisão. A Procuradoria-Geral da República iniciou o processo criminal e seguirá até que este soldado seja condenado”, disse Lima.

+ Bolívia: Arce nomeia novos chefes militares em meio a tentativa de golpe

Membros das Forças Armadas tomaram a praça e um veículo blindado avançou pela entrada do Palácio Presidencial, seguido por soldados comandados por Zúñiga, destituído do cargo de chefe do Exército na terça-feira por insubordinação, após afirmar em rede nacional que não permitiria uma possível nova candidatura em 2025 do ex-presidente Evo Morales, que governou de 2006 a 2019.

Continua após a publicidade

Em discurso à TV local, durante a invasão, o general disse que “os três chefes das Forças Armadas vieram expressar a nossa consternação. Haverá um novo gabinete de ministros, certamente as coisas vão mudar, mas o nosso país não pode continuar assim”.

Zúñiga foi preso na própria quarta-feira, poucas horas depois do início do motim. A jornalistas, o ex-comandante do Exército acusou, sem fornecer provas, o presidente Luis Arce de ter orquestrado um autogolpe. Segundo a agência Associated Press, o general afirmou que Arce disse a ele que buscava aumentar sua popularidade. Zúñiga teria então questionado se deveria colocar os blindados nas ruas, ao que Arce teria respondido que sim.

Em resposta à tentativa de golpe, Arce trocou o comando das Forças ArmadasAssim que foi empossado, o novo comandante do Exército boliviano, José Wilson Sánchez, ordenou que todos os militares retornassem a suas unidades. Arce, junto com Sánchez, destacou o papel dos “bons soldados” que sabem respeitar a Constituição.

Continua após a publicidade

Líderes de países da América Latina, assim como a Organização dos Estados Americanos (OEA), condenaram a tentativa de golpe.

Pouco após a movimentação iniciar, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, condenou os acontecimentos por meio de uma postagem no X. “O Exército deve submeter-se ao poder civil legitimamente eleito. Enviamos nossa solidariedade ao presidente da Bolívia, Luis Arce Catacora, ao seu governo e a todo o povo boliviano. A comunidade internacional, a OEA e a secretaria-geral não tolerarão qualquer violação da ordem constitucional legítima na Bolívia ou em qualquer outro lugar”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse torcer para que a democracia prevaleça e alertou que “golpe nunca deu certo”.

Continua após a publicidade

Em publicação no X, antigo Twitter, o presidente do Chile, Gabriel Boric, manifestou preocupação e expressou “apoio à democracia no país irmão e ao governo legítimo de Luis Arce”.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.