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Gangue exige resgate de 1 milhão de dólares por vítima no Haiti

Dezesseis missionários americanos e um canadense estão em poder dos sequestrados em Porto Príncipe

Por Ernesto Neves Atualizado em 19 out 2021, 15h29 - Publicado em 19 out 2021, 15h14

O grupo criminoso que sequestrou 17 missionários americanos e canadenses no Haiti pediu nesta terça-feira (19)  resgate de 1 milhão de dólares por vítima.

O pedido foi revelado pelo ministro da Justiça haitiano, Liszt Quitel, à rede de notícias americana CNN. No total, a quadrilha exige o pagamento de 17 milhões de dólares.

Os 16 cidadãos americanos e um canadense foram sequestrados pela gangue “400 Mawozo” no último sábado (16), depois de realizarem visita a um orfanato em Croix-des-Bouquets, no subúrbio da capital, Porto Príncipe.

O sequestro faz parte de uma onda de crimes. Esse quadro violento foi impulsionado pela crescente  instabilidade política do Haiti. Em 7 de julho, o presidente haitiano, Jovenel Moïse, foi assassinado na residência oficial enquanto dormia. O caso segue sem solução.

 Os missionários são filiados ao Christian Aid Ministries, com sede em Ohio, nos Estados Unidos. A entidade afirma que o grupo sequestrado é composto por cinco homens, sete mulheres e cinco crianças.

O ministro da Justiça afirma que entre as crianças levadas há um bebê de oito meses. As outras crianças têm idade de 3, 6, 14 e 15 anos.

Os sequestradores entraram em contato com a sede da entidade missionária na ilha no sábado, apresentando como o pagamento de resgate como condição única para a libertação.

De acordo com o ministro, já ocorreram vários contatos entre a igreja e os sequestradores desde então. Agentes do FBI também já desembarcaram no Haiti para ajudar nas investigações. 

O ministro da Justiça haitiano afirmou ainda que tanto a polícia haitiana quanto o FBI estão aconselhando o grupo missionário.

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