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Furacão Sandy mata 59 no Caribe e segue para EUA

Prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou que a cidade começou a se preparar para a possível chegada do furação

O furacão Sandy, que matou 59 pessoas no Caribe, recuperou força neste sábado e ameaça agora a costa leste dos Estados Unidos, onde pode formar uma gigantesca tormenta ao encontrar a frente fria que avança do norte.

Sandy, que havia passado à tormenta tropical na madrugada, voltou à categoria de furacão durante o dia, com ventos firmes de 110 km/h a 120 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNH), com sede em Miami.

O fenômeno “está produzindo fortes ventos sobre o Atlântico, do norte das Bahamas até as proximidades da Carolina do Norte”, e se desloca a 18 km/h, informou o CNH às 18H00 GMT (16H00 Brasília).

Na tarde deste sábado, Sandy estava 395 quilômetros a norte-nordeste da ilha Gran Abaco, nas Bahamas, e a 540 quilômetros a sudeste de Charleston, na Carolina do Sul.

“A previsão é que Sandy se afaste do noroeste das Bahamas seguindo em paralelo à costa sudeste dos Estados Unidos durante o final de semana”, explicou o CNH.

Segundo os especialistas, se mantiver esta trajetória na terça-feira o furacão deve se chocar com uma frente fria vinda do norte, o que pode causar um fenômeno muito violento que seria sentido em Richmond (Virgínia), Washington DC e Nova York, entre outras grandes cidades.

No Haiti, Sandy matou 44 pessoas e deixou importantes danos na agricultura e na infraestrutura rodoviária do país, que ainda trata de superar as terríveis consequências do terremoto de 2010.

Segundo o último boletim da Direção da Defesa Civil haitiana, 44 pessoas morreram, doze estão desaparecidas e 19 sofreram ferimentos importantes com a passagem do furacão.

As novas vítimas foram reportadas no departamento do Oeste, que inclui Porto Príncipe, onde morreram 20 pessoas. Em Grand-Goave e Petit-Goave, duas cidades a 50 quilômetros da capital, a Defesa Civil apurou 12 mortos em um deslizamento de terra.

Sandy também matou 11 pessoas em Cuba, dois na República Dominicana, um nas Bahamas e um na Jamaica

Nos Estados Unidos, o fenômeno será sentido na última semana de campanha eleitoral, e as autoridades temem que ocorram danos que tenham impacto no desenvolvimento da eleição, tanto nos eleitores em um país onde o voto não é obrigatório quanto na disponibilidade das urnas de votação, assim como na campanha do presidente Barack Obama e de seu rival republicano, Mitt Romney.

O temor sobre este fenômeno é alto toda vez que é comparado com o Irene, que atingiu a região em 2011. Inclusive foi batizado de “Frankenstorm” pela proximidade do furacão com a celebração do Halloween, na próxima quarta-feira nos Estados Unidos.

O furacão Irene deixou 47 mortos e perdas de 10 bilhões de dólares no leste dos Estados Unidos.

“Em comparação com o Irene, esperamos um impacto muito mais amplo. O mesmo com o vento”, disse James Franklin, chefe do CNH, durante uma coletiva de imprensa por telefone na sexta-feira.

“Sabemos que alguém será atingido. Só que não podemos dizer quem será este alguém”, indicou Franklin.

Em agosto de 2011, o Irene varreu regiões da Carolina do Norte, Virgínia, Nova Jersey e Vermont.

Para Craig Fugate, diretor do gabinete de emergência federal FEMA, trata-se de “uma grande tempestade e seu impacto será sentido muito além de seu centro”, afirmou em um comunicado, no qual convocou a população da Flórida a permanecer em alerta.

O CNH emitiu advertências para o norte da costa leste da Flórida até as zonas costeiras da Carolina do Norte, onde teme-se que Sandy chegue na segunda-feira à noite ou na terça-feira trazendo intensas chuvas e fortes ventos que seriam sentidos em vários estados do leste e norte do país.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou que a cidade começou a se preparar para a possível chegada do Sandy, assim como fez com o Irene em agosto de 2011, quando 370.000 pessoas abandonaram seus lares de forma preventiva no sul de Manhattan.

Nos estados de Nova York, Virgínia e Carolina do Norte, as autoridades declararam emergência nas zonas costeiras mais vulneráveis ao fenômeno climático.

(Com agência France-Presse)