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França anuncia comitê que ajudará a redigir Constituição da Palestina

Grupo definirá aspectos jurídicos, institucionais e organizacionais para o território; ao lado de outros países, França reconheceu Estado palestino em setembro

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 nov 2025, 18h25 • Atualizado em 11 nov 2025, 19h52
  • O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira, 11, a criação de um comitê conjunto entre Paris e a Autoridade Palestina (AP) para trabalhar na elaboração de uma Constituição para o futuro Estado palestino. O anúncio foi feito após um encontro com o líder palestino Mahmoud Abbas, no Palácio do Eliseu, em Paris.

    “Decidimos formar um comitê para consolidar o Estado da Palestina e contribuir com a redação de uma nova Constituição, cujo esboço já me foi apresentado pelo presidente Abbas”, declarou Macron. Segundo ele, o grupo terá a missão de discutir aspectos jurídicos, institucionais e organizacionais que sirvam de base para a criação de um Estado viável e reconhecido internacionalmente.

    Na reunião, Abbas descreveu a iniciativa como uma “decisão histórica”, também classificando o gesto como “uma mensagem de esperança a um povo que luta por liberdade e independência”. Ele reafirmou o compromisso com a formação de um Estado democrático e desmilitarizado, e disse estar disposto a cooperar com os Estados Unidos e outros parceiros internacionais para consolidar um cessar-fogo duradouro em Gaza.

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    Reconstrução de Gaza

    Macron também anunciou um pacote de ajuda humanitária de 100 milhões de euros (cerca de R$ 600 milhões) para o território palestino em 2025, voltado à reconstrução de infraestrutura civil e ao apoio a comunidades deslocadas pela guerra.

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    De acordo com a agência oficial palestina WAFA, os dois líderes discutiram temas como a estabilização da Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros, a reconstrução de áreas destruídas e a prevenção de novas anexações israelenses. Abbas condenou a morte de civis e os ataques de 7 de outubro de 2023, cometidos pelo Hamas, além de reiterar repúdio ao antissemitismo.

    Abbas também elogiou os esforços do presidente americano, Donald Trump, e de outros líderes globais para promover um cessar-fogo e iniciar uma nova fase de negociações que leve ao desarmamento de grupos militantes, incluindo o Hamas.

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    Reconhecimento da Palestina

    A iniciativa ocorre após a França reconhecer oficialmente o Estado da Palestina em setembro — um gesto seguido por Reino Unido, Canadá e Austrália, em meio à crescente frustração internacional com a guerra em Gaza e o impasse diplomático imposto por Israel. Com isso, os quatro países se somaram a mais de 140 nações que já apoiam formalmente a criação de uma pátria palestina nos territórios ocupados.

    Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entrou em vigor em outubro, mas Israel voltou a rejeitar qualquer possibilidade de reconhecimento de um Estado palestino. Trump, por sua vez, criticou a recente onda de reconhecimentos, alinhando-se à posição israelense de que a medida “recompensa” o Hamas pelos ataques de 7 de outubro de 2023, que deflagraram a atual guerra em Gaza.

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