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Foragidas do 8 de Janeiro foram presas nos EUA um dia após posse de Trump, diz site

Quatro mulheres, três delas condenadas por crimes como tentativa de golpe de Estado, caíram na malha da imigração em janeiro deste ano

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 mar 2025, 12h12 •
  • Pelo menos quatro foragidas dos atentados de 8 de Janeiro à Praça dos Três Poderes foram presas ao tentar entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Três dessas detenções ocorreram no dia seguinte à posse de Donald Trump, em 20 janeiro, que voltou à Casa Branca com promessas de deportações em massa e um cerco a imigrantes irregulares.

    A informação é de reportagem do UOL desta segunda-feira, 17. De acordo com o site, a ICE, a polícia de imigração americana, disse que as fugitivas da Justiça brasileira “aguardam a expulsão para seus países de origem”. Elas são alvo de “expulsões aceleradas”, processos mais rápidos que deportam estrangeiros sem audiência diante de um juiz de imigração.

    São elas:

    • Raquel Souza Lopes, de Joinville (SC), que tentou entrar nos Estados Unidos em 12 de janeiro e está presa na detenção da ICE em Raymondville, no Texas;
    • Rosana Maciel Gomes, de Goiânia (GO), que tentou entrar nos Estados Unidos em 21 de janeiro e está presa na detenção da ICE em El Paso, no Texas;
    • Michely Paiva Alves, de Limeira (SP), que tentou entrar nos Estados Unidos em 21 de janeiro e está presa na detenção da ICE em El Paso, no Texas;
    • Cristiane da Silva, de Balneário Camboriú (SC), que tentou entrar nos Estados Unidos em 21 de janeiro e está presa na detenção da ICE em El Paso, no Texas.

    Três das mulheres (Raquel, Rosana e Michely) foram condenadas por crimes como tentativa de golpe de Estado, e têm mandados de prisão no Brasil. Não há detalhes das circunstâncias em que foram presas nos Estados Unidos — se em postos de imigração ou se em locais na fronteira onde a travessia costuma ser feita com coiotes.

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    Segundo o UOL, as quatro fazem parte do grupo que deixou o Brasil a partir do primeiro semestre de 2024 e se fixou na Argentina. No final do ano, após o Supremo Tribunal Federal (STF) fazer pedidos de extradição ao governo de Javier Milei, fugiram novamente, rumo aos Estados Unidos. Seu objetivo era conseguir refúgio político com o governo de Trump, que, como Milei, é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Outros foragidos do 8 de Janeiro continuam na Argentina, Colômbia e Peru, entre outros países da América Latina, segundo o UOL.

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