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EUA voltam a bombardear barco suspeito de narcotráfico no Pacífico; apenas 3 sobrevivem

Sem apresentar provas, Exército americano afirma que embarcação faz 'operações de narcoterrorismo'; Mais de 150 morreram em ataques semelhantes

Por Flávio Monteiro 20 mar 2026, 16h23 • Atualizado em 20 mar 2026, 16h53
  • O Exército dos Estados Unidos promoveu um ataque contra uma embarcação que acusou de estar carregada de drogas no Oceano Pacífico, informou o Pentágono nesta sexta-feira, 20. De acordo com informações divulgadas pelo Comando Sul (Southcom, na sigla em inglês), somente três pessoas sobreviveram ao incidente, parte de uma ampla campanha promovida por Washington contra o “narcoterrorismo” na América Latina e Caribe.

    “Em 19 de março, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação de baixo perfil operada por organizações terroristas”, disse o Southcom em publicação no X (antigo Twitter). “Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de narcotráfico e envolvida com operações do tipo”, completou.

     

     

    Um vídeo publicado pelas Forças Armadas mostra o momento em que um míssil atinge a embarcação, causando uma explosão e deixando o veículo em chamas. Embora tenha definido o episódio como “letal”, o Southcom não informou o número de mortos, somente apontando que três “narcoterroristas” sobreviveram ao incidente. Segundo o comando, a Guarda Costeira americana foi notificada para resgatar os vivos.

    Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025, os Estados Unidos iniciaram uma ampla campanha contra embarcações de supostos narcotraficantes no Oceano Pacífico e no Caribe. O republicano insiste que seu país está em guerra contra organizações criminosas operantes na região, e a política das bombas já resultou na morte de mais de 150 suspeitos.

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    + Novo ataque dos EUA contra embarcação no Caribe deixa três mortos

    A ofensiva tornou-se alvo de críticas por parte de juristas, grupos de direitos humanos e lideranças latino-americanas, uma vez que os Estados Unidos não forneceram nenhuma prova conclusiva de que as embarcações atacadas estavam de fato envolvidas com o tráfico de drogas. Especialistas em direito internacional apontam que os ataques podem ser considerados execuções extrajudiciais, uma vez que aparentemente mataram civis que não representavam ameaça a Washington.

    Sob a administração Trump, os Estados Unidos despacharam navios de guerra e aeronaves para as águas que circundam a América Latina, gerando uma das maiores aglomerações militares do país na região em décadas. A política ainda teve reverberações mais amplas em janeiro, quando forças especiais americanas capturaram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, sem autorização prévia do Congresso. O autocrata e a esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York, onde respondem a acusações relacionadas ao narcotráfico.

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