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EUA violam o direito internacional com captura de petroleiros da Venezuela, diz China

Pequim fala em sanções americanas 'ilegais' e ações que infringem soberania de outros países após apreensões de navios e 'bloqueio total' de Trump a Caracas

Por Amanda Péchy 22 dez 2025, 09h53 • Atualizado em 22 dez 2025, 13h12
  • A China subiu o tom em relação às apreensões pelas forças americanas de petroleiros na costa da Venezuela, afirmando nesta segunda-feira, 22, que os atos são uma violação do direito internacional. A acusação veio em meio a relatos que indicam que a Guarda Costeira dos Estados Unidos está perseguindo uma terceira embarcação do gênero no Mar do Caribe, após ter capturado outras duas neste mês, sob ordens do presidente Donald Trump para operações na região contra navios sob sanções.

    “A apreensão arbitrária de embarcações de outros países pelos Estados Unidos é uma grave violação do direito internacional”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em coletiva de imprensa.

    Ele acrescentou que Pequim “se opõe a sanções unilaterais ilegais sem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas” e a qualquer ação que “infrinja a soberania e a segurança de outros países, bem como a todos os atos de intimidação unilateral”. Lin ainda expressou apoio ao governo venezuelano e à sua “posição de salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”.

    A China é a maior compradora de petróleo bruto venezuelano. O mercado chinês representa cerca de 4% de suas importações, o que, segundo analistas, equivale atualmente a uma média de mais de 600 mil barris por dia. Há anos Pequim concede linhas de crédito a Caracas por meio de acordos de empréstimos em troca de petróleo.

    Apreensão e perseguição

    A manifestação chinesa veio um dia depois da secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, anunciar a apreensão de um segundo petroleiro venezuelano “que estava atracado na Venezuela”. A imprensa americana também noticiou no domingo que a Guarda Costeira está perseguindo um terceiro petroleiro no Mar do Caribe, com base em um mandado de apreensão obtido por um juiz federal.

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    O petroleiro estaria navegando sob bandeira falsa e teria se recusado a permitir o embarque, continuando a navegar, o que motivou a perseguição pelas forças americanas.

    E os preços do petróleo?

    Os preços globais do barril de petróleo bruto subiram nesta manhã, enquanto o governo Trump intensifica suas operações contra a chamada frota clandestina que transporta petróleo venezuelano para compradores como Cuba, Irã e China. O índice global de referência para o petróleo Brent subiu para US$ 61,46 por barril, alta de mais de 1,6%.

    O aumento repentino frustra uma tendência de queda: os preços globais do petróleo bruto caíram abaixo de US$ 60 pela primeira vez em meses, em meio ao otimismo em relação à resolução do conflito entre Rússia e Ucrânia e ao potencial alívio das sanções contra Moscou. Desde então, os Estados Unidos intensificaram a repressão aos petroleiros venezuelanos, enquanto a Ucrânia interceptou um navio-tanque da frota paralela da Rússia no Mar Mediterrâneo.

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    Cerco à Venezuela

    Na semana passada, Trump anunciou um “bloqueio total e completo” a todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela. O presidente americano alertou que a Venezuela havia sido “completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul”, e também disse que designaria o regime de Nicolás Maduro, que chama de ilegítimo, como uma “organização terrorista estrangeira”.

    O chefe da Casa Branca afirmou que o cerco permaneceria em vigor até que Caracas devolvesse “petróleo, terras e outros ativos que nos roubaram anteriormente”, sem mais detalhes, e acrescentou que a medida era necessária porque as vendas de petróleo venezuelano servem para financiar “o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas e o terrorismo”. Uma semana antes da medida, os Estados Unidos apreenderam o navio Skipper, que levava R$ 80 milhões em petróleo.

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