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China denuncia ‘intimidação unilateral’ dos EUA, mas não promete ajuda à Venezuela

Pequim é a maior compradora do petróleo de Caracas, novo alvo de Trump com bloqueio total a petroleiros que naveguem em águas venezuelanas

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 dez 2025, 09h39 • Atualizado em 19 dez 2025, 22h34
  • O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou na quarta-feira 17 que seu país se opõe à “intimidação unilateral” e defende a soberania e a dignidade internacional da Venezuela, sem mencionar nominalmente os Estados Unidos. A fala ocorreu durante um telefonema com o chanceler venezuelano, Yvan Gil, após Washington ordenar o bloqueio total aos petroleiros sancionados que entram e saem da nação sul-americana.

    “A China acredita que a comunidade internacional entende e apoia a posição da Venezuela na defesa de seus direitos e interesses legítimos”, disse Wang, frisando que se opõe a quaisquer atos que violem a Carta da ONU.

    Mas o chinês não prometeu ajuda a Caracas, não deu detalhes sobre a forma ou a extensão do apoio que a China poderia oferecer, nem ofereceu refúgio ao ditador Nicolás Maduro.

    Petróleo

    No início desta semana, o presidente americano, Donald Trump, impôs um bloqueio aos petroleiros sancionados que navegassem em águas venezuelanas no Caribe, onde o Exército americano concentra 15 mil soldados e mais de dez navios de guerra, incluindo o maior porta-aviões do mundo. Segundo o republicano, o objetivo é restringir a principal fonte de receita da Venezuela, parte de seu esforço para “combater o terrorismo, o tráfico de drogas e o tráfico de pessoas”. Na semana passada, o petroleiro Skipper foi apreendido por forças americanas.

    Maduro, enquanto isso, acusou os Estados Unidos de manobras para se apossarem dos recursos da Venezuela, que é membro da OPEP, e que e para derrubarem o governo em seu país. Em entrevista ao portal de notícias Politico, Trump disse que os dias de Maduro estavam “contados”.

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    A China é a maior compradora de petróleo bruto venezuelano. O mercado chinês representa cerca de 4% de suas importações, o que, segundo analistas, equivale atualmente a uma média de mais de 600 mil barris por dia. Há anos Pequim concede linhas de crédito a Caracas por meio de acordos de empréstimos em troca de petróleo. (Ao mesmo tempo, o gigante asiático tem feito um esforço intenso para coexistir com os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, com quem chegou a um acordo sobre tarifas em outubro.)

    Pedidos por moderação

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu que Estados Unidos e Venezuela reduzam as tensões e honrem suas obrigações perante o direito internacional, incluindo a Carta da ONU e qualquer outra estrutura legal aplicável para salvaguardar a paz na região. A líder do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediram moderação e diálogo.

    A Venezuela solicitou na quarta-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a “agressão contínua dos Estados Unidos”, segundo uma carta enviada ao órgão de 15 membros e vista pela agência de notícias Reuters.

    Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta quinta-feira, 18, que apoia o pedido de Caracas por um encontro urgente. O comentário foi feito quando o oficial foi questionado por repórteres sobre qual seria o papel de Pequim no potencial conflito na América Latina, como uma grande potência “responsável”.

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