EUA aplicam sanções a Raúl Castro por apoio a Maduro

O secretário de Estado, Mike Pompeo, proibiu a entrada de membros da família Castro no país

Por Da Redação - 26 set 2019, 16h08

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 26, novas sanções contra o cubano Raúl Castro e sua família, acusando o ex-presidente de violações de direitos humanos.

No Partido Comunista, “Raúl Castro supervisiona um sistema que detém arbitrariamente milhares de cubanos e atualmente mantém mais de 100 presos políticos”, disse o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

As sanções impedem que o ex-presidente, irmão do falecido líder revolucionário Fidel Castro, viaje aos Estados Unidos.

Embora seja improvável que o ex-líder de 88 anos planeje uma viagem ao país, a medida também significa que sua família mais próxima ficará impedida de entrar em território americano.

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Entre as pessoas proibidas de viajar está a filha Mariela Castro Espin, que se tornou uma das principais defensoras dos direitos LGBT e conscientização sobre a aids. Ela visitou São Francisco e Nova York em 2012, provocando um protesto dos críticos de Castro nos Estados Unidos.

Pompeo explicou que essa decisão também foi tomada devido ao apoio de Raúl Castro ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cujo país está imerso em uma grave crise econômica. “Os Estados Unidos apoiam fortemente os direitos do povo cubano e venezuelano”, afirmou.

“Continuaremos a procurar todas as ferramentas diplomáticas e econômicas para ajudar o povo venezuelano a alcançar a transição que merece”, acrescentou.

Desde de que assumiu a Presidência dos Estados Unidos, o americano Donald Trump adotou uma política diferente de seu antecessor Barack Obama. O ex-presidente investiu em aproximar os dois países ao relaxar sanções e realizar uma visita na ilha em 2016.

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Ao assumir o cargo, Trump retomou uma posição contrária da aproximação de Obama, principalmente porque em estados como a Flórida vive uma grande comunidade de cubanos e venezuelanos exilados que possuem direito ao voto. Esses estados são extremamente populosos e não possuem alinhamento a um partido político especifico, portanto podem definir o resultado de eleições.

(Com AFP)

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