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Em meio a conflito com Irã, EUA orientam cidadãos a deixarem 14 países do Oriente Médio

Declaração do Departamento de Estado ocorre em meio à escalada nos ataques, com retaliação iraniana a nove nações do Golfo com tropas americanas

Por Flávio Monteiro 3 mar 2026, 12h08 •
  • O Departamento de Estado dos Estados Unidos orientou seus cidadãos a deixarem imediatamente catorze países do Oriente Médio devido ao conflito contra o Irã, que causa insegurança na região. A declaração de segunda-feira 2, emitida pela secretária-adjunta para assuntos consulares Mora Namdar, estabelece que os americanos devem sair por meios comerciais enquanto ainda for possível.

    De acordo com Namdar, a medida foi estabelecida sob orientação do secretário de Estado Marco Rubio, e abrange os seguintes países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Palestina (Cisjordânia e Faixa de Gaza) e Síria.

    Ao mesmo tempo em que orienta a retirada de civis, Washington também ordenou a saída obrigatória de funcionários diplomáticos que não desempenham funções essenciais e de seus familiares de instalações americanas em seis países: Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Jordânia e Kuwait.

    Os avisos foram expedidos após a escalada no conflito entre entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Após o início dos bombardeios ao o país islâmico no sábado 28, Teerã reagiu disparando drones e mísseis contra o território israelense e nações do Golfo que abrigam bases militares americanas.

    Porém, há dificuldades logísticas para que os americanos, civis ou não, deixem o Oriente Médio, uma vez que muitos aeroportos da região estão fechados devido ao conflito. Nos Emirados Árabes Unidos, lar dos movimentados terminais internacionais de Dubai e Abu Dhabi, mais de 20 mil passageiros ficaram presos após companhias aéreas cancelarem rotas de voo por motivos de segurança.

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    + Dubai: reino do deserto vive dias de terror em meio a ataques do Irã

    Instabilidade regional

    Motivados pelo desejo de interromper o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, os ataques de Washington e Tel Aviv contra o Irã desencadearam uma profunda instabilidade regional. Pelo menos nove países do Oriente Médio foram atingidos pela retaliação iraniana, que visa atingir locais ocupados por agentes americanos — embora prédios civis também tenham sido alvejados.

    A embaixada dos Estados Unidos em Riad foi alvo de um ataque de drones nesta terça-feira, 2, causando explosões e um pequeno incêndio na capital da Arábia Saudita. Autoridades americanas informaram que o local estava vazio e não houve mortos nem feridos, mas pediram para que os cidadãos em território saudita buscassem abrigo.

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    Nos Emirados Árabes Unidos, prédios marcantes e recintos de luxo de Dubai foram atingidos por explosões devido a reação de Teerã. “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, contou uma expatriada britância que vive na metrópole à agência de notícias AFP.

    O confronto também tem movimentado a sempre tensa região do Levante, onde Israel intensificou operações militares na fronteira com o Líbano, justificando-as pela necessidade de impedir ataques da milícia Hezbollah, aliada do Irã. De acordo com Tel Aviv, as Forças de Defesa de Israel foram posicionadas em diferentes pontos no sul do país vizinho como medida de segurança.
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