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Em ligação com Trump, Lula discute Venezuela e pede que ‘Conselho da Paz’ se limite a Gaza

Brasil foi convidado a integrar órgão que presidente dos EUA quer ampliar para rivalizar com ONU

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jan 2026, 14h16 • Atualizado em 27 jan 2026, 09h57
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou ao homólogo americano, Donald Trump, nesta segunda-feira, 26, para conversar sobre temas da relação bilateral e da agenda global. Segundo o Planalto, a ligação abordou a situação na Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos no início do mês, e também o “Conselho da Paz” que o republicano criou para administrar a reconstrução da Faixa de Gaza, mas que enseja rivalizar com as Nações Unidos. O Brasil foi um dos países convidados a integrar o órgão.

    Ao comentar o tema controverso — a regra para responder, ao redor do mundo, tem sido a cautela —, o petista propôs que o Conselho se limite à questão de Gaza e preveja ainda a criação de um Estado da Palestina. Cerca de 30 nações, como Argentina, Paraguai, Indonésia e Arábia Saudita, já aceitaram integrar o órgão. Outras como França e Noruega rejeitaram o convite, para a fúria de Trump, que ameaçou o francês Emmanuel Macron com tarifas de até 200% sobre seus vinhos e champagne.

    Muitos países se preocupam que o “Conselho da Paz”, liderado pelo próprio Trump e cuja adesão permanente custa US$ 1 bilhão, enfraqueça ainda mais a já débil ONU, que se viu escanteada em processos de mediação de conflitos ao longo dos últimos anos. Na ligação, Lula “reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, informou o governo brasileiro.

    Os dois também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela, onde a antiga vice de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu o poder em caráter interino desde a intervenção americana em 3 de janeiro. “O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, comunicou o Planalto.

    A conversa abordou ainda temas econômicos, em meio ao nó do tarifaço americano que atinge o Brasil desde o ano passado com algumas das sobretaxas mais altas do mundo. De acordo com o governo brasileiro, Trump sugeriu que “o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo”, e ambos falaram do “bom relacionamento” dos últimos meses, que serviu para reduzir de 50% para 10% as alíquotas de alguns produtos-chave do agro brasileiro — embora mercadorias como o café ainda estejam sujeitas ao imposto mais alto.

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    Além disso, Lula voltou a sinalizar de forma favorável ao fortalecimento da cooperação entre Washington e Brasília no combate ao crime organizado, um tema que ficou ainda mais quente após a intervenção na Venezuela. Desde que Maduro foi detido lá e levado a Nova York para responder a acusações ligadas ao narcotráfico, Trump tem feito repetidas ameaças a outros países da região, sugerindo mais recentemente enviar forças americanas para combater cartéis no México.

    O mandatário brasileiro lembrou da proposta de cooperação encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro e “manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras”, disse o Planalto. Esse tema teria sido bem recebido pelo presidente americano.

    Por fim, segundo o governo brasileiro, os dois chefes de Estado combinaram uma visita de Lula a Washington após sua viagem à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro. A data deve ser “fixada em breve”.

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