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Economia russa balança e Kremlin planeja aumentar impostos para cobrir custo da guerra

Com economia em desaceleração e inflação em alta, governo russo pretende repassar à população e às empresas a conta do esforço bélico a partir de 2026

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 out 2025, 16h53 •
  • O Kremlin decidiu transferir para os bolsos dos cidadãos e das empresas a conta da guerra na Ucrânia, revelou o projeto de orçamento de 2026 apresentado pelo Ministério das Finanças da Rússia na semana passada. Segundo a proposta, Vladimir Putin planeja aumentar os impostos para consumidores e empresas, reflexo da estagnação econômica e da escalada da inflação após quatro anos de conflito.

    “A sociedade russa está pagando a fatura”, afirmou Alexandra Prokopenko, pesquisadora do Carnegie Russia Eurasia Center, em uma análise publicada nesta quarta-feira, 1°.

    O plano eleva o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de 20% para 22% e reduz drasticamente o limite de faturamento que isenta pequenas empresas do tributo, passando de 60 milhões de rublos para apenas 10 milhões. Também inclui a criação de uma nova taxa de 5% sobre jogos de azar. Embora as despesas militares devam cair levemente no próximo ano, para 13 trilhões de rublos, a queda será compensada pelo aumento de 13% nos gastos com segurança interna e forças policiais.

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    Economia desacelera

    As medidas surgem em meio a previsões econômicas cada vez piores. O governo russo estima que o PIB crescerá apenas 1,3% em 2026, bem abaixo dos 4,1% registrados em 2024. A inflação, que chegou a 8,1% em agosto, pressiona os lares com altas de preços em itens básicos como manteiga e carne, enquanto a taxa de juros permanece em 17%, encarecendo o crédito para famílias e empresas.

    A decisão também ocorre em meio ao afastamento entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Putin. No final de setembro, às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o líder americano minimizou o poderio militar de Moscou, dizendo que a Rússia trava “uma guerra que uma potência militar de verdade teria vencido em menos de uma semana”, concluindo: “Na verdade, a faz parecer um ‘tigre de papel'”.

    O ministro da Fazenda, Anton Siluanov, defendeu os aumentos e argumentou que elevar impostos é menos arriscado do que ampliar a dívida pública. Segundo ele, a estratégia evitará uma escalada ainda maior da inflação e dará margem para o Banco Central aliviar sua política monetária. Mas, no quinto ano da invasão da Ucrânia, a lógica é clara: a guerra se tornou parte permanente do orçamento, e o preço dela recai cada vez mais sobre os civis.

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