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‘Difícil imaginar’ acordo UE-Mercosul com floresta queimando, diz Tusk

Antes da cúpula do G7, presidente do Conselho Europeu afirmou que pacto 'também implica proteção do clima'

Por Redação Atualizado em 24 ago 2019, 11h38 - Publicado em 24 ago 2019, 09h23

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, aumentou a pressão sobre o governo de Jair Bolsonaro ao afirmar neste sábado, 24, que é “difícil imaginar” um acordo entre Mercosul e União Europeia enquanto o Brasil não controlar as queimadas que avançam na Amazônia.

“Apoiamos o acordo UE-Mercosul – que também implica a proteção do clima –, mas é difícil imaginar uma ratificação harmoniosa pelos países europeus enquanto o governo brasileiro permite a destruição dos espaços verdes do planeta”, afirmou Tusk.

O líder europeu deu as declarações ao chegar à cidade de Biarritz, na França, sede da cúpula do G7 que começa neste sábado e deve discutir, entre outros assuntos, os incêndios na floresta.

  • Pressionado pela ampla reação internacional, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na noite de sexta e prometeu “tolerância zero” com desmatamentos e queimadas na Amazônia. Ele também criticou eventuais sanções internacionais contra o Brasil.

    Merkel defende pacto

    A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, ponderou que impedir um acordo entre Mercosul e UE não vai ajudar a reduzir a destruição da floresta.

    Segundo e-mail do governo de Merkel, o acordo do Mercosul possui uma declaração de comércio que “inclui um ambicioso capítulo de sustentabilidade com regras vinculativas sobre proteção, em que ambos os lados se comprometeram a implementar em um acordo sobre o clima”, destacou. “A não-conclusão (do acordo) é, portanto, do nosso ponto de vista, uma resposta não apropriada ao que está acontecendo atualmente no Brasil”, concluiu o governo alemão.

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    (Com agências EFE e Estadão Conteúdo)

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