Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

‘Difícil imaginar’ acordo UE-Mercosul com floresta queimando, diz Tusk

Antes da cúpula do G7, presidente do Conselho Europeu afirmou que pacto 'também implica proteção do clima'

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, aumentou a pressão sobre o governo de Jair Bolsonaro ao afirmar neste sábado, 24, que é “difícil imaginar” um acordo entre Mercosul e União Europeia enquanto o Brasil não controlar as queimadas que avançam na Amazônia.

“Apoiamos o acordo UE-Mercosul – que também implica a proteção do clima –, mas é difícil imaginar uma ratificação harmoniosa pelos países europeus enquanto o governo brasileiro permite a destruição dos espaços verdes do planeta”, afirmou Tusk.

O líder europeu deu as declarações ao chegar à cidade de Biarritz, na França, sede da cúpula do G7 que começa neste sábado e deve discutir, entre outros assuntos, os incêndios na floresta.

Pressionado pela ampla reação internacional, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na noite de sexta e prometeu “tolerância zero” com desmatamentos e queimadas na Amazônia. Ele também criticou eventuais sanções internacionais contra o Brasil.

Merkel defende pacto

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, ponderou que impedir um acordo entre Mercosul e UE não vai ajudar a reduzir a destruição da floresta.

Segundo e-mail do governo de Merkel, o acordo do Mercosul possui uma declaração de comércio que “inclui um ambicioso capítulo de sustentabilidade com regras vinculativas sobre proteção, em que ambos os lados se comprometeram a implementar em um acordo sobre o clima”, destacou. “A não-conclusão (do acordo) é, portanto, do nosso ponto de vista, uma resposta não apropriada ao que está acontecendo atualmente no Brasil”, concluiu o governo alemão.

Conheça os detalhes de cada etapa da história de Ricardo Salles em mais uma edição do podcast Funcionário da Semana:

(Com agências EFE e Estadão Conteúdo)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Paulo Bandarra

    Trabalho de 20 anos jogado fora por Bolsonaro em um mês.

    Curtir