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Decisão sobre perdão a Netanyahu levará em conta ‘o bem de Israel’, diz presidente

Isaac Herzog declarou que entende a 'grande comoção' gerada pelo pedido, mas que não será influenciado por 'retóricas violentas'

Por Flávio Monteiro 1 dez 2025, 12h30 •
  • O presidente de Israel, Isaac Herzog, fez sua primeira declaração pública após receber o pedido formal de perdão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 1º, Herzog declarou que não será influenciado por “retóricas violentas” e que levará em conta somente os interesses do país em sua decisão.

    “Para mim está claro que a questão do indulto está causando grande comoção em Israel. Ela será tratada da melhor maneira possível, e levarei em consideração apenas o bem do Estado”, disse o presidente.

    Acusado formalmente de fraude, corrupção e quebra de confiança, Netanyahu apresentou um pedido formal de indulto a Herzog no domingo 30. O gabinete presidencial destacou a natureza incomum da solicitação, afirmando que ela tem implicações significativas.

    Críticas

    O pedido foi entregue pelo advogado de Netanyahu, Amit Hadad, ao Departamento Jurídico da Presidência, e gerou indignação em muitos cidadãos israelenses e em membros da oposição. Aqueles contrários ao indulto apontam que uma concessão pode enfraquecer as instituições democráticas no país.

    “Ele basicamente diz: ‘Sou completamente inocente, tenho certeza de que posso provar essa inocência, mas não por meu próprio interesse, e sim pelo interesse do país, estou solicitando este perdão”, afirmou o presidente do Instituto da Democracia de Israel, Yohanan Plesner, em entrevista à agência de notícias The Associated Press.

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    Segundo Plesner, conceder o perdão sem qualquer admissão de responsabilidade pode “projetar uma mensagem problemática para todas as figuras públicas e para as formas como as normas sociais em Israel podem ser moldadas”.

    Seguindo o procedimento padrão, o Departamento de Indultos do Ministério da Justiça está sob posse do documento e iniciou o processo de coleta de pareceres técnicos pelas autoridades competentes. O material reunido será enviado à assessoria jurídica de Herzog, para que uma recomendação adicional seja preparada antes do presidente tomar sua decisão final.

    Dedo de Trump

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia defendido por diversas vezes a concessão de um perdão ao aliado israelense e chegou até a enviar uma carta a Herzog pedindo que ele usasse seus poderes presidenciais para conceder um indulto preventivo a Netanyahu.

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    O premiê israelense foi indiciado por corrupção em 2019, mas conseguiu driblar o julgamento, que tramita até hoje, com diversos adiamentos por conta de burocracia (e também da guerra em Gaza). Ele nega as acusações e se declarou inocente. Trump pediu repetidamente que Herzog dê um perdão ao premiê, afirmando que o caso se trata de uma “caça às bruxas” — expressão que usa proficuamente para defender-se e aos seus aliados quando são processados.

    “Embora eu absolutamente respeite a independência do sistema judiciário israelense e suas exigências, acredito que este ‘caso’ contra Bibi, que lutou ao meu lado por muito tempo, inclusive contra o Irã, um adversário muito difícil de Israel, é uma perseguição política e injustificada”, disse Trump na carta.

    Entenda o caso

    O primeiro-ministro de Israel foi indiciado em 2019 por acusações de suborno, fraude e abuso de confiança. Ele nega qualquer irregularidade e alega que o caso é resultado de uma perseguição política liderada pela esquerda, que teria como finalidade derrubar um governo de direita democraticamente eleito. Netanyahu entrou com vários pedidos de postergamento das audiências desde o início do julgamento, em maio de 2020.

    Em um dos casos, ele e sua esposa, Sara, são acusados ​​de aceitar mais de US$ 260 mil em bens de luxo, incluindo joias e champanhe, de bilionários em troca de favores políticos. Netanyahu também é acusado de tentar influenciar a cobertura de dois veículos de comunicação israelenses, com o objetivo de que as notícias fossem mais favoráveis à sua administração.

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