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De olho na Rússia, COI se posiciona contra ‘politização do esporte’

Declaração foi feita após Rússia e Síria se absterem de aprovar resolução da ONU que repudia eventos esportivos motivados por interesses políticos

Por Da Redação
Atualizado em 8 Maio 2024, 12h16 - Publicado em 20 mar 2024, 15h57
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  • Bandeira com o símbolo dos Jogos Olímpicos estiada nos jogos de 2020 em Tóquio, no Japão.
    Bandeira com o símbolo dos Jogos Olímpicos estiada nos jogos de 2020 em Tóquio, no Japão.  (Jean Catuffe/Getty Images)

    O Comitê Olímpico Internacional (COI) publicou uma nota de repúdio na terça-feira 19 posicionando-se contra a “politização dos esportes”. A medida ocorreu após a Rússia e a Síria se recusarem a votar a favor de uma resolução das Nações Unidas condenando a prática, que é proibida pela Carta Olímpica, conjunto de regras e guias para a organização dos jogos.

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    “Reconhecendo que o esporte ocorre no âmbito social, as organizações esportivas do Movimento Olímpico devem aplicar a neutralidade política”, diz a Carta Olímpica, segundo a qual o objetivo do COI é “opor-se a qualquer abuso político ou comercial no esporte”.

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    Esse princípio costuma ser reconhecido e apoiado por unanimidade em resoluções apresentadas na Assembleia Geral das Nações Unidas. No entanto, tanto Rússia e quanto Síria se abstiveram na última votação, em novembro de 2023, de uma resolução que busca “reconhecer os princípios fundamentais da Carta Olímpica” e “construir um mundo pacífico e melhor através do esporte”.

    O texto foi aprovado, mas mesmo assim, segundo o COI, o governo russo pretende organizar eventos esportivos “motivados por interesses políticos”, indo contra as regras da Carta Olímpica e as resoluções das Nações Unidas. Isso porque o país vai acolher as edições de verão e inverno dos “Jogos da Amizade”, que devem acontecer respectivamente em setembro de 2024 e 2026.

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    Para o evento, a Rússia criou a “Associação Internacional da Amizade” (IFA) e lançou uma ofensiva diplomática intensa, incentivando as delegações governamentais e embaixadores, assim como outras autoridades, a se aproximarem de governos em todo o mundo. “Durante essa iniciativa, o governo russo está propositalmente excluindo as organizações esportivas dos seus países-alvo”, acusou o COI, dizendo que Moscou utiliza seus atletas como propaganda política, que poderiam inclusive “estarem sendo forçados a participar desses eventos esportivos politizados”.

    O governo russo também já desrespeitou padrões globais de antidoping, o que também levou a Agência Mundial de Antidoping a expressar preocupações sobre os planos da Rússia de acolher os Jogos da Amizade em 2024.

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    “Como o evento não vai acontecer sob a proteção do Código Mundial Antidoping (WADA), a saúde e a justiça dos atletas podem ser comprometidas. A WADA necessita que todos o signatários do código tenham cautela e não legitimem este evento, uma vez que a Agência não tem como garantir o cumprimento do programa antidoping”, afirmou.

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