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Coreia do Sul e EUA encerram exercícios militares

Manobras foram realizadas para mostrar força perante a Coreia do Norte

Por Da Redação - 28 jul 2010, 10h34

A Coreia do Sul e os Estados Unidos encerram nesta quarta-feira seus exercícios militares no Mar do Leste (Mar do Japão), após quatro dias. As manobras foram realizadas com a intenção de mostrar força perante a Coreia do Norte, em resposta ao afundamento em março do navio de guerra sul-coreano Cheonan, em incidente atribuído a Pyongyang.

As manobras centraram-se em operações anti-submarinos e contaram com a participação do porta-aviões americano George Washington, vinte navios de guerra, 200 aviões de combate e 8.000 soldados. Apesar das ameaças de Pyongyang com represálias, não houve incidentes na realização dos exercícios.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos garantem que as operações são de caráter defensivo, e informaram que devem voltar a realizar manobras conjuntas nos próximos meses, no Mar Amarelo.

A China criticou duramente os exercícios militares de Estados Unidos e Coreia do Sul e os interpretou como uma ameaça também a Pequim, e não apenas à Coreia do Norte. Dias antes das manobras americanas, a China exibiu seu crescente poder militar em exercícios navais na sua costa.

Diplomacia com a China – Além das críticas chinesas às ações de EUA, as relações diplomáticas entre os dois países pode estar em risco, também, após os comentários da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sobre a polêmica reivindicação territorial da China sobre as ilhas ao sul do país. Hillary afirmou que o assunto “é do interesse nacional americano”, durante o fórum regional da Associação das Nações do Sudeste Asiático, na última sexta-feira.

A secretária declarou, ainda, que os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar com China Vietnã, Taiwan, Malásia, Brunei e Filipinas para acabar com as disputas territoriais através de negociação. O Ministério das Relações Exteriores de Pequim não gostou do comentário de Hillary e o interpretou como “um ataque”. Segundo o chanceler Yang Jiechi, a interferência americana só iria “piorar as coisas e deixá-las mais difíceis de resolver.”

Para Arthur Waldron, da Universidade da Pensilvânia, por trás das declarações dos chineses estão os esforços de longa data de Pequim para firmar a soberania sobre 1.423 milhas quadradas no Mar Amarelo. Conforme disse à agência de notícias Associated Press, o território dá à China o controle sobre petróleo, depósitos de gás e estratégicas rotas marítimas.

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