Receba 4 Revistas em casa por 32,90/mês

UE sobe tom contra Irã e ameaça retomada de sanções por programa nuclear

Até o momento, a Europa tem sido jogada de escanteio nas discussões nucleares com Teerã, lideradas pelos Estados Unidos

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jul 2025, 16h03

A União Europeia (UE) advertiu nesta terça-feira, 15, que restabelecerá sanções contra o Irã caso as negociações sobre o programa nuclear do país não avancem até 29 de agosto. O aumento no tom ocorreu após uma reunião entre ministros das Relações Exteriores do bloco. Até o momento, a Europa tem sido jogada de escanteio nas discussões nucleares com Teerã, lideradas pelos Estados Unidos.

“A França e seus parceiros têm… justificativa para reaplicar os embargos globais a armas, bancos e equipamentos nucleares, que foram suspensos há 10 anos. Sem um compromisso firme, tangível e verificável do Irã, faremos isso até o final de agosto, no máximo”, afirmou o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.

As tratativas comandadas pelo governo de Donald Trump estagnaram após o ataque americano a três instalações nucleares iranianas — Fordow, Natanz e Isfahan, que foram “gravemente danificadas” pelos bombardeios, de acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei — em 22 de junho.

No início deste mês, o Pentágono anunciaram que os ataques contra o Irã atrasaram o programa nuclear do país em cerca de dois anos. Em reflexo, a movimentação de Washington no tabuleiro belicoso rompeu com qualquer chance de diálogo com Teerã. Após a ofensiva aérea, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que os EUA “torpedearam a democracia”. O alerta dos chanceleres europeus funciona, então, como uma tentativa da UE de assumir o protagonismo nas negociações.

+ Pentágono diz que ataques dos EUA atrasaram programa nuclear do Irã em anos

Mecanismo snapback

França, Reino Unido e França têm até 18 de outubro para reimpor as sanções através do mecanismo snapback, previsto na resolução da ONU que ratificou o pacto nuclear de 2015, do qual Trump saiu no primeiro mandato. A maneira como o acordo foi negociado não permite que outros membros do Conselho de Segurança, como Rússia e China, vetem a decisão. A bola está no campo da Europa.

Continua após a publicidade

Em declarações recentes, Araghchi afirmou que ativação do snapback “significará o fim do papel da Europa na questão nuclear iraniana e pode ser o ponto mais sombrio na história das relações do Irã com os três países europeus, um ponto que pode nunca ser reparado”, acrescentando que “marcaria o fim do papel da Europa como mediadora entre o Irã e os EUA”.

“Um dos grandes erros dos europeus é pensar que a ferramenta de ‘snapback’ em suas mãos lhes dá o poder de agir na questão nuclear iraniana, embora essa seja uma percepção completamente equivocada. Se esses países avançarem em direção ao ‘snapback’, tornarão a resolução da questão nuclear iraniana ainda mais complicada e difícil”, frisou ele.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).