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Estou ‘decepcionado, mas ainda não desisti’ de Putin, diz Trump a emissora

Presidente dos EUA afirma que 'não confia em ninguém' e por quatro vezes acreditou ter fechado um acordo de cessar-fogo antes de revés do Kremlin

Por Flávio Monteiro 15 jul 2025, 10h19 •
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar decepcionado com Vladimir Putin, presidente da Rússia, devido à falta de um acordo de cessar-fogo na guerra da Ucrânia. No entanto, afirmou não ter “desistido” do líder russo. A declaração foi dada em entrevista por telefone à emissora britânica BBC na segunda-feira 14.

    “Estou decepcionado, mas ainda não desisti dele”, afirmou Trump. O presidente também declarou que quase alcançou um acordo para encerrar o conflito múltiplas vezes. “Tivemos um acordo fechado quatro vezes, e então você vai para casa e vê que acabaram de atacar um asilo em Kiev”, contou. Questionado se confiava no líder russo, respondeu: “Não confio em quase ninguém”.

    Sobre como para fazer Putin “parar com o derramamento de sangue”, o chefe da Casa Branca afirmou: “Estamos trabalhando nisso”. “A gente tem uma ótima conversa. Então eu penso: ‘Isso é bom, acho que estamos perto de conseguir isso’. Aí ele derruba um prédio em Kiev.”

    A conversa aconteceu horas após a coletiva de imprensa ao lado do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, em que os líderes anunciaram um plano para enviar mais armas à Ucrânia e Trump deu um ultimato à Rússia, ameaçando impor tarifas severas, de até 100%, caso um acordo de cessar-fogo não seja assinado em 50 dias.

    Nas últimas semanas, os russos intensificaram seus ataques com drones e mísseis em território ucraniano, atingindo diferentes cidades e fazendo números recordes de vítimas. Em junho, um relatório das Nações Unidas revelou que 986 civis foram mortos e 4.807 ficaram feridos entre dezembro de 2024 e maio de 2025 — um aumento de 37% em comparação ao mesmo período no ano anterior.

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    A guerra na Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou uma invasão em larga escala ao país vizinho. Segundo Putin, o conflito é resultado de ameaças externas à segurança russa vindas de Kiev, da Otan e do Ocidente. O presidente russo afirma querer a paz, mas diz ser preciso resolver as “raízes das causas da guerra” antes disso.

    + Rússia reage a ultimato de Trump com ceticismo e diz que ‘precisa de tempo’ para analisar

    Mudança de posicionamento

    Durante a entrevista no Salão Oval, Trump demonstrou apoio ao princípio de defesa comum da Otan, baseado no Artigo 5 do tratado que fundou a aliança militar ocidental. Segundo o texto, um ataque a qualquer um de seus membros equivale a uma agressão a todos, que são obrigados a sair em defesa do aliado – o que dá possibilidade de países menores se protegerem dos avanços de países maiores.

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    Apesar de ter descrito a organização como obsoleta em declarações anteriores, o presidente indicou ter mudado de opinião, uma vez que a Otan está “pagando suas próprias contas” e se “tornando o oposto disso”.

    “Ninguém pensou que isso fosse possível”, afirmou Trump, ao se referir à decisão, no mês passado, dos líderes da Otan de aumentar os gastos com defesa para 5% de seus PIBs.

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