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Coreia do Norte desafia sanções e faz novo teste com mísseis

Kim Jong-un lançou diversos projéteis da cidade costeira de Wonsan, diz Exército da Coreia do Sul

Por Da redação 7 jun 2017, 21h43

A Coreia do Norte disparou o que parecem ser múltiplos mísseis antinavio de sua costa leste nesta quarta-feira, disse o Exército da Coreia do Sul, no mais recente de uma série de testes balísticos, desafiando a pressão mundial e sob ameaças de mais sanções. Os lançamentos ocorrem menos de uma semana depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções contra o país, que disse que continuaria a desenvolver seu programa nuclear e de armas.

Os projéteis foram lançados quinta-feira de manhã (horário local) a partir da cidade costeira norte-coreana de Wonsan, disse o Escritório de Chefes de Estado-Maior da Coreia do Sul em comunicado.

O presidente sul-coreano Moon-Jae-in foi informado sobre o último teste, disseram os militares, recusando-se a dar mais detalhes. O lançamento de hoje foi o décimo deste tipo realizado pelo regime de Kim Jong-un neste ano e o quarto desde que Moon assumiu o cargo, em 10 de maio, comprometendo-se a dialogar com Pyongyang.

A Coreia do Norte vem realizando tais testes a um ritmo sem precedentes em um esforço para desenvolver um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de atingir os Estados Unidos.

  • “Grande preocupação”

    Mais cedo nesta quarta-feira, o diretor do programa de defesa de mísseis dos Estados Unidos, o vice-almirante James Syring, afirmou que os progressos registrados pela Coreia do Norte geram “grande preocupação”.

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    Syring afirmou em uma audiência no Comitê de Forças Armadas da Câmara dos Representantes que os testes da Coreia do Norte dos últimos seis meses causaram preocupação a ele e outros representantes do programa norte-americano de mísseis devido aos avanços tecnológicos apresentados pelo regime de Kim Jong-un.

    O vice-almirante afirmou que é responsabilidade dos Estados Unidos  e do órgão que ele comanda assumirem que a Coreia do Norte pode atingir o país com um míssil continental armado com uma ogiva nuclear. No entanto, Syring não considera que o país tenha conseguido produzir uma ogiva nuclear suficientemente compacta para ser lançada a partir de um míssil intercontinental. Os próprios mísseis também carecem de maior precisão, segundo o vice-almirante.

    Na audiência, Syring afirmou que o Pentágono se prepara para contingências relativas ao desenvolvimento norte-coreano de mísseis, bem como para possíveis cenários que possam ocorrer em um horizonte de cinco a dez anos.

    (Com Reuters e EFE)

     

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