Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Conflito entre Tailândia e Camboja se mantém após trégua anunciada por Trump

Países trocam acusações sobre bombardeios e disseminação de informações falsas relacionadas ao conflito; fim de hostilidades não é confirmado

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 dez 2025, 13h19 •
  • Um dia depois do anúncio do presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre a trégua no conflito entre Tailândia e Camboja, os ataques entre os países continuaram e neste sábado, 13, o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul usou uma rede social para confirmar que o cessar-fogo não foi estabelecido, de modo que o confronto histórico que vem escalando desde julho permanece. O Ministério da Defesa cambojano, por sua vez, acusa o governo tailandês de utilizar gases tóxicos em vilarejos e de disseminar falsas informações sobre hostilidades.

    Segundo a agência de notícias oficial da China Xinhua, o Ministério das Relações Exteriores da Tailândia expressou, em uma coletiva de imprensa, preocupação com os 6.000 a 7.000 tailandeses que estão retidos em um posto fronteiriço. O país acusa ainda o Camboja de plantar minas terrestres que causaram baixas em suas tropas.

    A Tailândia tem demonstrado contenção, mas não podemos ignorar as repetidas violações — incluindo os incidentes com minas terrestres que feriram nossos soldados e ameaçaram civis. Esses incidentes certamente não são acidentes, mas sim o resultado de minas terrestres recém-plantadas”, disse, em comunicado no X, Sihasak Phuangketkeow, ministro das Relações Exteriores da Tailândia.

    Em seu perfil no Facebook, Charnvirakul abordou a manutenção no conflito: “A Tailândia continuará realizando ações militares até que não haja mais danos ou ameaças à nossa terra e ao nosso povo. Quero deixar isso bem claro. Nossas ações desta manhã já falaram por si”.

    Do lado cambojano, as acusações são de disseminação de fake news por parte da Tailândia. O Ministério da Defesa Nacional do Camboja negou que tenha disparado de forma repetida mísseis BM-21 e pediu o fim da “disseminação de informações distorcidas”.

    Continua após a publicidade

    “É importante ressaltar também que as heroicas forças cambojanas continuarão firmes, corajosas e inabaláveis ​​em sua luta contra o agressor e permanecerão vigilantes no cumprimento de seus deveres para proteger a integridade territorial do Camboja. O Camboja não se renderá à coerção ou intimidação de qualquer forma.”

    O ministro da Informação do Camboja, Neth Pheaktra, publicou imagens de vilarejos e pontes afetadas por bombardeios, como a Ponte da Vitória, a principal construção sobre o rio no distrito de Veal Veng, província de Pursat. “Atualmente, a ponte está completamente destruída”, afirmou.

    Mesmo falando sobre as hostilidades, ambos os países usam hashtags pedindo a paz em seus territórios em suas publicações.

    Continua após a publicidade

    O conflito entre Tailândia e Camboja

    Há mais de um século, Tailândia e Camboja vivem um confronto por disputa de uma fronteira com a participação de seis províncias do nordeste tailandês e cinco do norte cambojano. Em julho, ao menos 48 pessoas morreram em combates e 300 mil tiveram de abandonar suas residências.

    No mês seguinte, a então premiê Paetongtarn Shinawatra, herdeira de uma das dinastias mais influentes da política tailandesa, caiu após o vazamento de uma ligação telefônica na qual chamava o ex-ditador cambojano Hun Sem de “tio” e tecia críticas a um comandante militar da Tailândia.

    Um acordo de paz chegou a ser selado em outubro, também com mediação de Trump, mas as ações violentas foram retomadas no mês passado e se intensificaram neste mês.

    Continua após a publicidade

    Nesta sexta-feira, 12, o presidente dos Estados Unidos anunciou que os países teriam aceitado a retomada do cessar-fogo. “Eles concordaram em cessar todos os disparos a partir desta noite e retornar ao Acordo de Paz original feito entre mim e eles, com a ajuda do Grande Primeiro-Ministro da Malásia, Anwar Ibrahim”, disse em sua rede social, a Truth Social.

     

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).