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Como os brasileiros acham que o governo Lula deve lidar com guerra no Irã, segundo pesquisa

Conflito foi desencadeado por ataques dos Estados Unidos e Israel ao território iraniano em 28 de fevereiro, após negociações nucleares fracassarem

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 mar 2026, 15h54 • Atualizado em 15 mar 2026, 15h54
  • Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada neste sábado, 14, apontou que 77% dos brasileiros defendem que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantenha uma posição de neutralidade a respeito da guerra no Irã, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao território iraniano em 28 de fevereiro, após negociações nucleares fracassarem. O conflito, que entrou na terceira semana, já deixou mais de 2 mil mortos de 12 países.

    Cerca de 14% dos entrevistados afirmaram que o Brasil deveria apoiar os EUA e Israel, contra 2% que disseram que o país deveria ficar ao lado do Irã. Outros 7% não souberam responder. A grande maioria (81%) responderam que tinham medo do conflito se espalhar pelo mundo, ao passo que 18% indicaram que não. A pesquisa foi conduzida entre os dias 6 e 9 de março, de forma presencial, com 2.004 participantes de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

    Ainda em 28 de fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) condenou os ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em nota, o governo brasileiro defendeu as negociações e apelou “a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.

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    Sem sinal de trégua

    Os Estados Unidos e Israel lançaram no final de fevereiro a primeira rodada de ataques mirando infraestrutura de mísseis, instalações militares e lideranças na capital, Teerã, e em todo o país, matando o então líder supremo Ali Khamenei, que governava desde 1989. Na quarta-feira 11, após ataques retaliatórios iranianos, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ofensiva militar conjunta contra o Irã durará “o tempo que for necessário”.

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    “Esta operação continuará indefinidamente, pelo tempo que for necessário, até que alcancemos todos os nossos objetivos e determinemos o resultado da campanha”, disse Katz.

    O momento atual é de tensão, em meio à campanha de retaliação do Irã contra Israel e nações aliadas dos Estados Unidos no Golfo, onde seu foco passou a ser as infraestruturas de petróleo dos grandes exportadores. Em paralelo, Teerã afirmou que qualquer navio cuja carga de petróleo ou a própria embarcação pertença aos EUA, Israel ou a seus aliados “hostis” que atravessar o Estreito de Ormuz será um alvo “legítimo”. Segundo um comunicado, as Forças Armadas iranianas “não permitirão que nem um único litro de petróleo transite” pela rota.

    Em uma tentativa, por ora pouco bem-sucedida, de conter a alta dos preços, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde.

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