Comandante militar do Hamas morre em ataque israelense a Gaza, diz agência
Em comunicado, grupo palestino radical condenou os ataques contra a família de Al-Holy, mas não confirmaram sua morte
Mohammed Al-Holy, um comandante do braço militar do Hamas, foi morto em um ataque israelense a Gaza nesta quinta-feira, 15, disse uma fonte do grupo palestino radical à agência de notícias Reuters. Outras seis pessoas, incluindo um adolescente de 16 anos, morreram na operação, que viola os termos do cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Em comunicado, os radicais condenaram os ataques contra a família de Al-Holy, mas não confirmaram sua morte. Eles voltaram a acusar Israel de desrespeitar o acordo de maneira proposital para reacender a guerra. Desde o início da trégua, em outubro do ano passado, mais de 400 palestinos, dos quais 100 eram crianças, foram mortos em bombardeios israelenses.
Apesar das violações flagrantes, o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, anunciou nesta quarta-feira, 14, o início da segunda fase do cessar-fogo. No X, antigo Twitter, ele advertiu que os EUA esperam que “o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém falecido” e que “não cumprimento acarretará sérias consequências”. A nova etapa prevê o desarmamento do grupo e o começo da reconstrução do território.
+ EUA anunciam segunda fase do cessar-fogo em Gaza, que prevê desmilitarização do Hamas
“Hoje, em nome do Presidente Trump, anunciamos o lançamento da Fase Dois do Plano de 20 Pontos do Presidente para o Fim do Conflito em Gaza, que avança do cessar-fogo para a desmilitarização, governança tecnocrática e reconstrução”, escreveu Witkoff. “A Fase Dois estabelece uma administração palestina tecnocrática de transição em Gaza, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), e inicia a desmilitarização e reconstrução completas de Gaza, principalmente o desarmamento de todo o pessoal não autorizado.”
“É importante ressaltar que a Fase Um proporcionou ajuda humanitária histórica, manteve o cessar-fogo, devolveu todos os reféns vivos e os restos mortais de vinte e sete dos vinte e oito reféns falecidos. Somos profundamente gratos ao Egito, à Turquia e ao Catar por seus indispensáveis esforços de mediação, que tornaram possível todo o progresso alcançado até o momento”, acrescentou.
Os combatentes, contudo, se recusam a aceitar o desarmamento até a criação do Estado da Palestina. Ainda na quarta, a Reuters informou que o Hamas se prepara para eleger um novo líder político neste mês, mais de um ano após a morte de Yahya Sinwar em Rafah. Khalil Al-Hayya, de 65 anos, negociador-chefe do Hamas, e Khaled Meshaal, um dos fundadores do grupo, são considerados os favoritos à liderança. Ambos moram no Catar e compõem um conselho de cinco membros que faz a gestão da organização desde que a morte de Sinwar.





