Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

China interrompe cooperação com EUA após visita de Nancy Pelosi a Taiwan

Outras medidas de retaliação, como sanções contra a própria Pelosi, foram anunciadas enquanto Pequim continua exercícios militares ao redor da ilha

Por Da Redação 5 ago 2022, 08h56

A China anunciou nesta sexta-feira, 5, que interromperia a cooperação com os Estados Unidos em uma série de questões críticas, desde medidas para combater as mudanças climáticas até a colaboração entre seus militares. As medidas foram tomadas após a visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan, mesmo com avisos contrários de Pequim.

Entre as interações canceladas, além de diálogos sobre o clima e trocas entre líderes militares, está o fim da reunião de trabalho dos ministérios de Defesa chinês e americano, assim como o mecanismo de consulta sobre segurança militar marítima entre os dois  países.

Enquanto isso, Pequim continua realizando exercícios militares em torno de toda a ilha de Taiwan. Os exercícios forçaram várias embarcações a redirecionar seus trajetos, causando interrupções nas economias regionais – e globais. Em média, 240 navios comerciais passaram pelas zonas marítimas todos os dias na semana passada, de acordo com dados da Lloyd’s List Intelligence.

Os Estados Unidos condenaram o lançamento de mísseis balísticos da China em torno de Taiwan durante exercícios de tiro como uma “reação exagerada”, já que vários navios e aviões chineses cruzaram novamente a linha mediana, fronteira não oficial no estreito.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Defesa de Taiwan anunciou que vários navios e aviões do Exército de Libertação Popular da China cruzaram a linha mediana durante a manhã. A pasta disse que despachou aeronaves e navios e implantou sistemas de mísseis terrestres para monitorar a situação.

“Aderindo ao princípio de se preparar para a guerra e não buscar a guerra, o exército nacional trabalhará em conjunto para defender firmemente a soberania e a segurança nacional”, afirmou a pasta nesta sexta-feira.

As demonstrações agressivas de poder do Exército de Libertação Popular da China começaram na quinta-feira 4 e devem ocorrer até sábado.

Continua após a publicidade

+ Visita de Nancy Pelosi eleva tensão em Taiwan e põe mundo em alerta

Centenas de embarcações da força aérea e da marinha do exército estão envolvidas nos exercícios em seis zonas ao redor da ilha. Pelo menos 11 mísseis balísticos Dongfeng foram disparados perto ou sobre Taiwan na quinta-feira, enquanto dezenas de aviões de guerra e navios cruzaram o estreito de Taiwan, uma das rotas de transporte mais movimentadas do mundo.

Mais cedo, a China também anunciou sanções contra a própria Nancy Pelosi e seus familiares diretos, após chamar a visita da deputada de uma “ação cruel e provocativa”.

“Pelosi insiste em sair de Taiwan sorrateiramente, interfere seriamente nos assuntos internos da China, mina seriamente a soberania e a integridade territorial da China, atropela seriamente o princípio de ‘Uma Só China’ e ameaça seriamente a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan”, afirmou o governo chinês.

+ Nancy Pelosi promete que China não impedirá relação entre EUA e Taiwan

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse nesta sexta-feira que a reação da China foi “flagrantemente provocativa”. Blinken, falando na Cúpula do Leste Asiático no Camboja, disse que a China tentou intimidar não apenas Taiwan, mas também os vizinhos.

O primeiro-ministro do Japão também pediu a suspensão imediata dos exercícios depois que seu governo disse que pelo menos cinco mísseis caíram em sua zona econômica exclusiva.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)