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Casa Branca vira foco de coronavírus

Funcionários infectados preocupam demais trabalhadores do governo americano; Anthony Fauci e outros médicos entram em quarentena voluntária

Por Da Redação - Atualizado em 11 Maio 2020, 12h30 - Publicado em 11 Maio 2020, 11h48

Membros da linha de frente da unidade de crise encarregada de coordenar a luta contra o coronavírus nos Estados Unidos entraram em quarentena preventiva depois que dois funcionários da Casa Branca testaram positivo para a Covid-19. Entre os médicos que se isolaram está o epidemiologista Anthony Fauci, que assessora o presidente Donald Trump diariamente.

Apesar das rigorosas precauções de saúde tomadas pela Casa Branca e dos constantes testes realizados pelas pessoas que se aproximam do presidente e do vice-presidente, dois funcionários da Ala Oeste, onde está localizado o Salão Oval – um militar a serviço do presidente e a porta-voz do vice-presidente Mike Pence – estão com o novo coronavírus.

Após a confirmação do diagnóstico, Fauci tomou a decisão de se colocar em quarentena. Além do líder da força-tarefa médica contra a pandemia nos Estados Unidos, o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, e Stephen Hahn, chefe da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), também se isolaram.

A possibilidade de um surto dentro do governo americano já preocupa funcionários de todas as áreas. “É assustador ir trabalhar”, disse Kevin Hassett, principal consultor econômico do presidente, ao canal americano CBS. “Acho que eu estaria muito mais seguro se estivesse sentado em casa do que indo para a Ala Oeste”, completou Hasset.

Hasset explicou que na Ala Oeste todos ficam muito próximos e o risco de contaminação pode ser maior. “É um lugar pequeno e cheio de gente. É um pouco arriscado, mas você tem que fazer isso porque precisa servir seu país”, afirmou o conselheiro presidencial.

Várias pessoas que tiveram contato com os funcionários infectados continuam trabalhando normalmente, segundo a imprensa americana. Além disso, há o receio de que os testes realizados nos empregados não sejam precisos no diagnóstico da doença, já que são do tipo que têm resultado rápido, em menos de 15 minutos.

Outro problema relatado é a falta do uso de máscaras. Trump se recusa a usar a proteção, assim como fazia a porta-voz do vice-presidente que teve a contaminação confirmada.

Os Estados Unidos têm enfrentado problemas sérios para conter a pandemia de coronavírus em seu território, e é hoje o país mais afetado em todo o mundo, com 1,3 milhão de casos (cinco vezes mais do que qualquer outro país) e quase 80.000 mortes, ou pouco menos de 30% do total global de óbitos.

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(Com AFP)

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