Avião evita colisão com aeronave militar dos EUA perto da Venezuela, afirma agência
Informações da Associated Press revelam que um voo em direção a Nova York quase foi atingido por avião-tanque da Força Aérea americana
Um avião comercial da companhia JetBlue escapou por pouco de uma colisão com um avião-tanque da Força Aérea dos Estados Unidos na sexta-feira, 12. Segundo informações da agência de notícias Associated Press, a aeronave havia partido de Curaçao, no Caribe, em direção a Nova York quando teve que interromper a subida para desviar do veículo. O episódio ocorreu nas proximidades do espaço aéreo da Venezuela, em meio à expansão militar americana na região.
Trechos do diálogo entre o comandante da aeronave e o controle de tráfego aéreo foram divulgados pela AP, com o primeiro afirmando que o avião militar voava sem transponder ligado, um equipamento padrão de aviação utilizado para identificar e monitorar a posição do veículo por radares civis.
“Quase tivemos uma colisão no ar aqui em cima. Passaram diretamente na nossa rota. Não têm o transponder ligado, é escandaloso”, afirmou o piloto. Segundo ele, o avião-tanque estava a cerca de 4,8 quilômetros de distância e na mesma altitude que a aeronave comercial, fazendo com que a subida fosse interrompida.
O porta-voz da JetBlue, Derek Dombroski, disse ter relatado o incidente a Washington no domingo 14 e afirmou que a empresa está disposta a participar de qualquer investigação. “Nossos tripulantes são treinados nos procedimentos adequados para várias situações de voo, e agradecemos à nossa tripulação por relatar prontamente esta situação à nossa equipe de liderança”, disse ele.
De acordo com a Associated Press, uma vez fora da rota do avião comercial, a aeronave militar seguiu em direção ao espaço aéreo venezuelano. Desde setembro, a presença militar dos Estados Unidos na região só fez crescer, inclusive com o envio, pelo presidente Donald Trump, do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para as águas locais.
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Em novembro, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos EUA alertou companhias aéreas a terem “cautela” ao adentrar o espaço aéreo venezuelano, em decorrência da “deterioração da situação de segurança e ao aumento da atividade militar dentro ou ao redor da Venezuela”.
Desde que o presidente Donald Trump iniciou sua cruzada contra o ditador Nicolás Maduro, mais de 20 embarcações foram bombardeadas pelo exército americano na região, resultando em quase 90 mortos. Sem provas, a Casa Branca alega que os navios eram utilizados por narcotraficantes que transportavam entorpecentes para território americano.





