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Assassinato em bairro rico de Manhattan escancara problema com armas em NY

Mulher de 20 anos foi morta enquanto empurrava um carrinho de bebê com seu filho; NY viu um aumento de 28% nos tiroteios na cidade desde 2019

Por Da Redação
Atualizado em 30 jun 2022, 09h47 - Publicado em 30 jun 2022, 09h46

Uma mulher de 20 anos foi morta a tiros na noite de quarta-feira 29, enquanto empurrava seu filho de 3 meses em um carrinho no Upper East Side, um dos bairros mais ricos de Manhattan, em Nova York. O atirador, que usava um moletom preto com capuz, não foi identificado. Este é o episódio mais recente de uma onda de violência com armas que tomou a cidade nos últimos anos.

A vítima estava na East 95th Street, perto da Lexington Avenue, por volta das 20h30, quando um assaltante atirou uma vez na cabeça dela a uma curta distância, segundo a polícia. Ela foi levada para o Metropolitan Hospital Center, onde foi declarada morta.

O fugiu para o leste da cidade – uma cena chocante em um quarteirão arborizado e povoado pelos famosos prédios brownstone (estruturas de arenito marrom), um parque e uma escola pública.

A criança saiu ilesa. Os policiais não identificaram a vítima e disseram que ainda não fizeram prisões.

O prefeito de Nova York, Eric Adams, disse que o assassinato foi outro exemplo do problema de violência com armas na cidade.

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“Mais armas em nossa cidade significam mais vidas perdidas”, declarou Adams. “Isso significa mais bebês chorando enquanto aqueles que os amam estão mortos.”

Após um salto durante a pandemia, as taxas de tiroteio em Nova York começaram a diminuir, mas permanecem acima dos níveis pré-Covid. Até domingo, houve 624 tiroteios na cidade este ano, em comparação com 710 no mesmo período de 2021. Isso representa uma queda de 12% de um ano para o outro, mas ainda cerca de 28% a mais do que no mesmo período de 2019.

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A persistência da violência armada – particularmente em bairros pobres e da classe trabalhadora com grandes populações negras e latinas – aumentou a pressão sobre Adams. O fato de os jovens terem sido vítimas em alguns dos tiroteios deste ano só aumentou a urgência de resolver o problema.

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No dia 19 de junho, por exemplo, um jogador de basquete universitário de 21 anos foi morto a tiros em uma popular área de piquenique no bairro Harlem. Outras oito pessoas ficaram feridas na ocasião. Em maio, uma menina de 11 anos foi morta devido a uma bala perdida no Bronx. Em março, um menino de 12 anos também foi atingido e por uma bala enquanto almoçando com sua família no Brooklyn.

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No Upper East Side, no entanto, as estatísticas da polícia mostram que o bairro, área supervisionada pela 19ª Delegacia, geralmente é seguro. O fato de que a violência está transbordando das áreas mais pobres para as mais ricas pode colocar ainda mais pressão sobre o problema das armas – e sobre o prefeito de Nova York.

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