Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Após ultimato de Trump, Hamas diz que ainda analisa plano de paz e precisa de mais tempo

Declaração ocorre após presidente dos EUA dar prazo de "três ou quatro dias", contados a partir desta terça-feira, para que grupo radical aceite acordo

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 out 2025, 10h38 •
  • O Hamas ainda considera o plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e precisa de mais tempo para dar uma resposta final, disse um membro do grupo palestino radical à agência de notícias AFP nesta sexta-feira, 3. A declaração ocorre após Trump dar um ultimato de “três ou quatro dias”, contados a partir desta terça-feira, para que aceite o acordo. Mas autoridades do Hamas estão divididas: a cúpula que negocia em Doha, no Catar, tende a aprovar a proposta; a de Gaza, contudo, demonstra resistência.

    Um alto funcionário do Hamas afirmou à AFP que “a primeira (opinião) apoia a aprovação incondicional, já que a prioridade é um cessar-fogo sob as garantias de Trump, com mediadores garantindo que Israel implemente o plano”, em referência aos membros alocados em Doha, mas que “o segundo tem sérias reservas em relação às cláusulas principais”, acrescentando: “Eles são a favor da aprovação condicional com esclarecimentos que reflitam as demandas do Hamas e das facções da resistência”.

    “Aceitar o plano ‘Trump’ significa suicídio político que destruirá a causa palestina”, escreveu Belal Rayan, filho de um líder linha-dura do Hamas morto por Israel em 2009, no X, antigo Twitter.

    Mohammad Nazzal, autoridade do Hamas, informou à emissora catari Al Jazeera que o grupo “está discutindo esse plano com seriedade”. Ele, no entanto, adiantou que os militantes tinham “comentários” sobre a proposta e procuravam “áreas cinzentas” para negociar. Na terça-feira, 30, Trump orientou o Hamas que deve aceitar o acordo e alertou que “se não fizer, será um fim muito triste”. Em seguida, respondeu a uma pergunta se há espaço para que o grupo proponha mudanças: “Não muito”.

    “Rejeitar o plano fará com que pareça que ele justifica a continuação da guerra”, disse Esmat Mansour, analista palestino que passou anos na prisão israelense com líderes do Hamas, ao jornal americano The New York Times. “Aceitá-lo equivalerá a assinar o seu fim.”

    Continua após a publicidade

    + Líder militar do Hamas em Gaza se opõe ao plano de paz de Trump, diz a BBC

    O que prevê o acordo?

    Ao apresentar a proposta na Casa Branca ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que caso o grupo palestino rejeite o plano, Israel terá o apoio dos Estados Unidos para “terminar o trabalho de destruir a ameaça”.

    O plano de 20 pontos colocaria fim na guerra em Gaza, que já matou 66 mil palestinos — entre eles, 440 por fome, incluindo 147 crianças. O documento estabelece que, caso ambos os lados concordem, as “forças israelenses se retirarão para a linha acordada para se preparar para a libertação dos reféns”, ao passo que o Hamas terá até 72 horas para entregar os sequestrados, vivos e mortos.

    “Durante esse período, todas as operações militares, incluindo bombardeios aéreos e de artilharia, serão suspensas, e as linhas de batalha permanecerão congeladas até que sejam reunidas as condições para a retirada completa e gradual”, determina.

    Continua após a publicidade

    A proposta assinala que Gaza deverá ser uma zona “desradicalizada”, ou seja, sem grupos radicais. Sob o documento, o enclave passará por reconstrução com apoio de um comitê composto por palestinos qualificados e especialistas internacionais. A supervisão será feita por um novo órgão internacional de transição, o “Conselho da Paz”, que será presidido por Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro Tony Blair.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).