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Após cúpula, Macron diz que 26 países se comprometeram com segurança da Ucrânia

Iniciativa europeia procura impedir que a Rússia lance uma nova invasão ao território ucraniano no futuro

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 set 2025, 17h44 •
  • O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira, 4, que 26 países da Europa oferecerão garantias de segurança à Ucrânia após o fim da guerra, incluindo uma força internacional em terra, mar e ar. O francês afirmou que líderes europeus, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram sobre os compromissos em telefonema. As garantias dos EUA, segundo Macron, serão finalizadas nos próximos dias.

    “No dia em que o conflito acabar, as garantias de segurança serão implantadas”, prometeu Macron em coletiva no Palácio do Eliseu, em Paris, ao lado de Zelensky.

    A reunião da “coalizão dos dispostos”, de aliados da Ucrânia, nesta quinta teve como principal objetivo estipular as garantias de segurança e garantir o apoio de Trump à empreitada. A iniciativa europeia procura impedir que a Rússia, que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, lance um novo ataque no futuro. A movimentação, ainda que muito desejada por Zelensky, não representa um avanço nas negociações para o fim da guerra — tanto o presidente russo, Vladimir Putin, quanto o ucraniano parecem inflexíveis nas suas exigências.

    Os 26 países, que não foram nominalmente revelados, também oferecerão treinamento às tropas de Kiev. Na ligação, Trump também instou os nações europeias a interromperem a compra de petróleo russo e “enfatizou que os líderes europeus devem exercer pressão econômica sobre a China para financiar os esforços de guerra da Rússia”, disse um funcionário da Casa Branca à agência de notícias Reuters. Macron disse que a coalizão e os Estados Unidos concordaram em trabalhar em futuras sanções, mirando o setor de petróleo e gás russo e chinês.

    + Putin diz que guerra na Ucrânia pode acabar por ‘bom senso’ ou ‘força das armas’

    Ameaças de Putin

    Na véspera, Putin afirmou que a guerra na Ucrânia pode ser encerrada por negociações “se o bom senso prevalecer”, mas que estava disposto a “resolver todas as tarefas” através da “força das armas”. Em Pequim, onde participou de um pomposo desfile militar chinês que marcou o 80º aniversário da rendição formal dos japoneses no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o líder russo afirmou que há “uma certa luz no fim do túnel” pela influência dos Estados Unidos nas tratativas.

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    “Parece-me que, se o bom senso prevalecer, será possível chegar a um acordo sobre uma solução aceitável para pôr fim a este conflito. Essa é a minha suposição”, opinou Putin a repórteres. “Principalmente porque podemos ver o humor do atual governo americano sob o presidente (Donald) Trump, e vemos não apenas suas declarações, mas seu desejo sincero de encontrar essa solução.”

    “E acho que há uma certa luz no fim do túnel. Vamos ver como a situação evolui”, continuou, mas logo retomou ao costumeiro tom de ameaça: “Se não, teremos que resolver todas as tarefas que temos pela força das armas.”

    Nem Moscou, nem Kiev parecem dispostos a flexibilizar as reivindicações. A Rússia exige que a Ucrânia ceda 20% do seu território, incluindo as regiões de Luhansk e Donetsk, abandone a pretensão de aderir à Otan, principal aliança militar ocidental. Além disso, Putin quer que a Ucrânia se desmilitarize, uma ideia rejeitada por Zelensky, que insiste em “um forte exército ucraniano” como uma exigência imutável. Ele também nega abrir mão de parte do país e defende o princípio da soberania, apoiado por uma série de países da Europa.

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